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segunda-feira, 11 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Abece lança recomendações para análise de concreto não conforme
Documento é válido para situações em que há controle por amostragem total, mapeamento do lançamento do concreto, para obras convencionais de edificação e para a verificação da segurança.Publicação orienta profissionais sobre como analisar casos em que há dúvidas a respeito da conformidade do concreto
A Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) acaba de lançar informe com uma série de recomendações para a análise de casos em que o concreto não possui a conformidade necessária, de acordo com os critérios da normalização brasileira. A publicação, disponível para download na página da entidade, tem como objetivo uniformizar a prática entre os projetistas estruturais de todo o Brasil.
De acordo com a entidade, o texto foi elaborado a partir de diversas solicitações de orientação de profissionais da área sobre como analisar casos nos quais há dúvida sobre a conformidade do concreto. A Abece coordena desde 2009 o Comitê Técnico sobre Conformidade do Concreto, que além de implementar ações para auxiliar o projetista de estruturas, também participa de comissões de revisões de normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) referentes ao assunto, dentre elas a NBR 7680 - Extração, Preparo e Ensaios de Testemunhos de Concreto e a NBR 7212 - Execução de Concreto Dosado em Central.
As recomendações são válidas somente para situações em que há controle por amostragem total, mapeamento do lançamento do concreto, para obras convencionais de edificação e para a verificação da segurança.
Além deste documento, a Abece ainda está preparando recomendações para as especificações de competência do projetista da estrutura, sem data prevista para divulgação.
: http//www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais
A Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) acaba de lançar informe com uma série de recomendações para a análise de casos em que o concreto não possui a conformidade necessária, de acordo com os critérios da normalização brasileira. A publicação, disponível para download na página da entidade, tem como objetivo uniformizar a prática entre os projetistas estruturais de todo o Brasil.
De acordo com a entidade, o texto foi elaborado a partir de diversas solicitações de orientação de profissionais da área sobre como analisar casos nos quais há dúvida sobre a conformidade do concreto. A Abece coordena desde 2009 o Comitê Técnico sobre Conformidade do Concreto, que além de implementar ações para auxiliar o projetista de estruturas, também participa de comissões de revisões de normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) referentes ao assunto, dentre elas a NBR 7680 - Extração, Preparo e Ensaios de Testemunhos de Concreto e a NBR 7212 - Execução de Concreto Dosado em Central.
As recomendações são válidas somente para situações em que há controle por amostragem total, mapeamento do lançamento do concreto, para obras convencionais de edificação e para a verificação da segurança.
Além deste documento, a Abece ainda está preparando recomendações para as especificações de competência do projetista da estrutura, sem data prevista para divulgação.
: http//www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais
Construção de bairro sobre o mar na Dinamarca começa neste ano
Para preservar o espaço verde de Copenhague, governo local optou por obras em extensão da região portuária da cidade
Com a falta de terrenos disponíveis e para preservar as áreas verdes da capital, a Dinamarca deve começar ainda neste ano a construção de um novo bairro sobre o mar na cidade de Copenhague. A área, construída sobre aterros em uma extensão de Nordhavnen, região portuária da cidade, deverá abrigar cerca de 40 mil habitantes, além de 40 mil postos de trabalho. Quando construído em sua totalidade, o local contará com edifícios que juntos somarão 4 milhões de metros quadrados de área útil. O projeto é resultado de uma competição de ideias concluída em 2009 para a expansão de Nordhavnen. A proposta, desenvolvida pelos escritórios Cobe e Sleth Modernism e os consultores Polyform e Rambøll, visa estabelecer novos padrões para a nova cidade-bairro, com o objetivo de minimizar as emissões de CO2 e o impacto das alterações climáticas de uma forma rentável. A nova área foi desenvolvida com base em seis temas principais: ilhotas e canais, identidade e história, cidade de cinco minutos, azul e verde da cidade, cidade CO2 amigável e grade inteligente. Primeiramente, o programa para a área é dividido em uma série de pequenas ilhas separadas por canais e bacias. O objetivo foi não só fazer com que as pessoas interajam com a água, como também permitir que o projeto da nova Nordhavnen seja construído em fases. Cada ilhota é uma unidade integral, que serve como um distrito local dentro da nova cidade-bairro. Cada uma dessas áreas possui características e qualidades específicas, mas todas as habitações serão misturadas com instalações comerciais, instituições públicas, comércios de serviços, espaços urbanos, praças, parques, cafés e restaurantes. Já a identidade e a história são lembradas pela prioridade dada ao transporte público e a bicicleta na cidade. A nova Nordhavnen será posteriormente ligada ao sistema de Metrô e as estradas de Copenhague, além do próprio porto já existente na região. A cidade de cinco minutos, por sua vez, é um conceito utilizado pelos arquitetos em referência ao tempo que se levará para andar 400 m, mesmo que de transporte público. A ambição é de que pelo menos um terço de todo o tráfego na área seja de ciclistas e pelo menos um terço de transportes públicos - os automóveis devem responder por não mais de um terço. O projeto ainda prevê a criação de um "laço verde" com os sistemas de transporte público (principalmente metrô elevado) em Nordhavnen. "Até dois terços de todas as pessoas entrando ou saindo do bairro no futuro irão se movimentar ao longo do ciclo verde, o resto vai atravessar Nordhavnen", dizem os autores no projeto. Instalações de educação, esporte, comércio e cultural estarão localizadas próximos ao laço verde para facilitar o acesso dos moradores. Para se tornar uma cidade CO2 amigável, como desejam os autores do projeto, os edifícios serão todos projetados para baixa demanda de energia em instalações eficientes. Serão aproveitas as oportunidades locais para a energia geotérmica, solar, eólica, bombas de calor, armazenamento térmico sazonal e biomassa marinha. Apesar da construção estar prevista ainda para este ano, o projeto da nova cidade de Nordhavnen ainda em desenvolvimento, de acordo com o interesse das empresas no local. "Em outras palavras, há um quadro, mas não um plano detalhado. O conceito permite que a estrutura urbana seja desenvolvida com base em demandas de mercado dentro de uma zona tampão flexível ao longo de vários anos, sem se desviar dos princípios de desenvolvimento sustentável", explicam os arquitetos. O desenvolvimento de Nordhavnen é realizado pelo órgão CPH Cidade e Desenvolvimento Portuário, em colaboração com a prefeitura de Copenhague e um número de consultores. O custo da obra, ainda não estimado, será dividido entre o governo e as empresas que se instalarem na região. A previsão é que uma primeira parte fique pronta em 2025. Mas a conclusão do projeto deve acontecer somente em 2050.
Fonte: http//www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura
Com a falta de terrenos disponíveis e para preservar as áreas verdes da capital, a Dinamarca deve começar ainda neste ano a construção de um novo bairro sobre o mar na cidade de Copenhague. A área, construída sobre aterros em uma extensão de Nordhavnen, região portuária da cidade, deverá abrigar cerca de 40 mil habitantes, além de 40 mil postos de trabalho. Quando construído em sua totalidade, o local contará com edifícios que juntos somarão 4 milhões de metros quadrados de área útil. O projeto é resultado de uma competição de ideias concluída em 2009 para a expansão de Nordhavnen. A proposta, desenvolvida pelos escritórios Cobe e Sleth Modernism e os consultores Polyform e Rambøll, visa estabelecer novos padrões para a nova cidade-bairro, com o objetivo de minimizar as emissões de CO2 e o impacto das alterações climáticas de uma forma rentável. A nova área foi desenvolvida com base em seis temas principais: ilhotas e canais, identidade e história, cidade de cinco minutos, azul e verde da cidade, cidade CO2 amigável e grade inteligente. Primeiramente, o programa para a área é dividido em uma série de pequenas ilhas separadas por canais e bacias. O objetivo foi não só fazer com que as pessoas interajam com a água, como também permitir que o projeto da nova Nordhavnen seja construído em fases. Cada ilhota é uma unidade integral, que serve como um distrito local dentro da nova cidade-bairro. Cada uma dessas áreas possui características e qualidades específicas, mas todas as habitações serão misturadas com instalações comerciais, instituições públicas, comércios de serviços, espaços urbanos, praças, parques, cafés e restaurantes. Já a identidade e a história são lembradas pela prioridade dada ao transporte público e a bicicleta na cidade. A nova Nordhavnen será posteriormente ligada ao sistema de Metrô e as estradas de Copenhague, além do próprio porto já existente na região. A cidade de cinco minutos, por sua vez, é um conceito utilizado pelos arquitetos em referência ao tempo que se levará para andar 400 m, mesmo que de transporte público. A ambição é de que pelo menos um terço de todo o tráfego na área seja de ciclistas e pelo menos um terço de transportes públicos - os automóveis devem responder por não mais de um terço. O projeto ainda prevê a criação de um "laço verde" com os sistemas de transporte público (principalmente metrô elevado) em Nordhavnen. "Até dois terços de todas as pessoas entrando ou saindo do bairro no futuro irão se movimentar ao longo do ciclo verde, o resto vai atravessar Nordhavnen", dizem os autores no projeto. Instalações de educação, esporte, comércio e cultural estarão localizadas próximos ao laço verde para facilitar o acesso dos moradores. Para se tornar uma cidade CO2 amigável, como desejam os autores do projeto, os edifícios serão todos projetados para baixa demanda de energia em instalações eficientes. Serão aproveitas as oportunidades locais para a energia geotérmica, solar, eólica, bombas de calor, armazenamento térmico sazonal e biomassa marinha. Apesar da construção estar prevista ainda para este ano, o projeto da nova cidade de Nordhavnen ainda em desenvolvimento, de acordo com o interesse das empresas no local. "Em outras palavras, há um quadro, mas não um plano detalhado. O conceito permite que a estrutura urbana seja desenvolvida com base em demandas de mercado dentro de uma zona tampão flexível ao longo de vários anos, sem se desviar dos princípios de desenvolvimento sustentável", explicam os arquitetos. O desenvolvimento de Nordhavnen é realizado pelo órgão CPH Cidade e Desenvolvimento Portuário, em colaboração com a prefeitura de Copenhague e um número de consultores. O custo da obra, ainda não estimado, será dividido entre o governo e as empresas que se instalarem na região. A previsão é que uma primeira parte fique pronta em 2025. Mas a conclusão do projeto deve acontecer somente em 2050.
Fonte: http//www.piniweb.com.br/construcao/infra-estrutura
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Concretos de alta resistência poderão ter durabilidade "milenar"
Concreto milenar
Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, cientistas estão desenvolvendo concretos especiais e de alta resistência que podem ter durabilidade de até mil anos. "Isso não é apenas imaginação!", adverte o professor Jefferson Liborio, chefe do Laboratório de Materiais Avançados à Base de Cimento (LMABC), do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC. "Desde a década de 1980, quando começamos a estudar a integração da sílica (dióxido de silício) com o cimento Portland progredimos o suficiente para viabilizar um produto que dure realmente 'mil anos'", conta. O professor relata que há cerca de 20 anos já foi possível produzir na EESC um concreto com 50 megapascal (MPa) - valor que expressa resistência à compressão - com apenas 6 dias de idade. Segundo Liborio, naquela época (1985) somente se conseguia essa resistência na idade de 28 dias, após longo período de cura. "Atualmente já atingimos 55 MPa em apenas 4 horas", conta. E os progressos não param por aí. Otimista, Liborio relata que conseguiu produzir um concreto semelhante ao aço, em termos de resistência à compressão. "Temos concretos com 145 MPa em apenas 1 dia, e de 220 MPa em 3 dias. Podemos considerar que a fronteira de resistência para a construção de novos materiais foi atingida", comemora o professor, ressaltando que "já é possível pensar em alternativas ao aço."
Concreto à prova de balas
A partir do desenvolvimento de materiais em seu laboratório na EESC foram testados concretos capazes de absorver impactos como tiros de fuzil, por exemplo. Os testes foram feitos em paredes com 40 milímetros (mm) de espessura, com um fuzil calibre 0.762 à distância de 15 metros (15 tiros concentrados num alvo de 15 cm). "Esse tipo de arma é mais potente do que a explosão de uma granada ou de uma espingarda calibre 12", estima Liborio. Em outros tipos de testes, foram usadas furadeiras de impacto, com brocas de 3/8" de polegadas, de vídia. "O máximo que se atingiu foi apenas uma profundidade de 10 mm. quando a broca derrete", explica o pesquisador. Os concretos de alta resistência e durabilidade testados no LMABC comprovam diversas viabilidades de aplicação do produto. Liborio lembra que, antes de mais nada, os produtos são viáveis economicamente. "Em relação à segurança, podemos vislumbrar inúmeras aplicações, como construções específicas para proteção de valores ou até mesmo de pessoas", diz o professor. Ele lembra ainda que o material pode ser importante matéria-prima nas construções sob o oceano. "Nossos materiais apresentam alta resistência aos cloretos e aos sulfatos e possuem porosidade mais refinada em relação aos convencionais", garante o pesquisador. É possível utilizá-lo em diversos setores associados à segurança nacional.
Móveis de cimento
Devido à facilidade que os concretos apresentam em relação à sua espessura, Liborio destaca que vem realizando estudos junto ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da EESC na viabilização de construções de mobiliários e revestimentos, como mesas, armários, estantes, etc, em alternativa à madeira, granito e outros materiais. Os materiais poderiam ser aplicados também como mobiliários urbanos (banheiros públicos, ornamentação em praças, painéis, sinalizadores de trânsito, etc.). Uma outra aplicação são para monumentos urbanos e históricos. O professor ressalta que a norma NBR 6118-2003 (NB1), para projetos e execução de estruturas de concreto armado, apresenta possibilidades de utilização de concretos entre 20 MPa e 50 MPa com um mínimo 300 quilos de cimento. "Com a mesma quantidade de cimento (300 quilos), nossos alunos conseguem produzir concretos com 60 MPa", afirma Liborio. Na prática, além dos testes realizados em laboratórios, o professor lembra que há uma experiência feita numa obra industrial da cidade de São Carlos, onde foi construído um piso de 25 mil metros quadrados, quando se obteve resistência de até 100 MPa em 28 dias.
Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, cientistas estão desenvolvendo concretos especiais e de alta resistência que podem ter durabilidade de até mil anos. "Isso não é apenas imaginação!", adverte o professor Jefferson Liborio, chefe do Laboratório de Materiais Avançados à Base de Cimento (LMABC), do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC. "Desde a década de 1980, quando começamos a estudar a integração da sílica (dióxido de silício) com o cimento Portland progredimos o suficiente para viabilizar um produto que dure realmente 'mil anos'", conta. O professor relata que há cerca de 20 anos já foi possível produzir na EESC um concreto com 50 megapascal (MPa) - valor que expressa resistência à compressão - com apenas 6 dias de idade. Segundo Liborio, naquela época (1985) somente se conseguia essa resistência na idade de 28 dias, após longo período de cura. "Atualmente já atingimos 55 MPa em apenas 4 horas", conta. E os progressos não param por aí. Otimista, Liborio relata que conseguiu produzir um concreto semelhante ao aço, em termos de resistência à compressão. "Temos concretos com 145 MPa em apenas 1 dia, e de 220 MPa em 3 dias. Podemos considerar que a fronteira de resistência para a construção de novos materiais foi atingida", comemora o professor, ressaltando que "já é possível pensar em alternativas ao aço."
Concreto à prova de balas
A partir do desenvolvimento de materiais em seu laboratório na EESC foram testados concretos capazes de absorver impactos como tiros de fuzil, por exemplo. Os testes foram feitos em paredes com 40 milímetros (mm) de espessura, com um fuzil calibre 0.762 à distância de 15 metros (15 tiros concentrados num alvo de 15 cm). "Esse tipo de arma é mais potente do que a explosão de uma granada ou de uma espingarda calibre 12", estima Liborio. Em outros tipos de testes, foram usadas furadeiras de impacto, com brocas de 3/8" de polegadas, de vídia. "O máximo que se atingiu foi apenas uma profundidade de 10 mm. quando a broca derrete", explica o pesquisador. Os concretos de alta resistência e durabilidade testados no LMABC comprovam diversas viabilidades de aplicação do produto. Liborio lembra que, antes de mais nada, os produtos são viáveis economicamente. "Em relação à segurança, podemos vislumbrar inúmeras aplicações, como construções específicas para proteção de valores ou até mesmo de pessoas", diz o professor. Ele lembra ainda que o material pode ser importante matéria-prima nas construções sob o oceano. "Nossos materiais apresentam alta resistência aos cloretos e aos sulfatos e possuem porosidade mais refinada em relação aos convencionais", garante o pesquisador. É possível utilizá-lo em diversos setores associados à segurança nacional.
Móveis de cimento
Devido à facilidade que os concretos apresentam em relação à sua espessura, Liborio destaca que vem realizando estudos junto ao Departamento de Arquitetura e Urbanismo da EESC na viabilização de construções de mobiliários e revestimentos, como mesas, armários, estantes, etc, em alternativa à madeira, granito e outros materiais. Os materiais poderiam ser aplicados também como mobiliários urbanos (banheiros públicos, ornamentação em praças, painéis, sinalizadores de trânsito, etc.). Uma outra aplicação são para monumentos urbanos e históricos. O professor ressalta que a norma NBR 6118-2003 (NB1), para projetos e execução de estruturas de concreto armado, apresenta possibilidades de utilização de concretos entre 20 MPa e 50 MPa com um mínimo 300 quilos de cimento. "Com a mesma quantidade de cimento (300 quilos), nossos alunos conseguem produzir concretos com 60 MPa", afirma Liborio. Na prática, além dos testes realizados em laboratórios, o professor lembra que há uma experiência feita numa obra industrial da cidade de São Carlos, onde foi construído um piso de 25 mil metros quadrados, quando se obteve resistência de até 100 MPa em 28 dias.
Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
Concreto com menos cimento reduz impacto ambiental
Concreto com menos cimento reduz impacto ambiental
Com informações da Agência USP - 16/05/2011
Concreto resistente e barato
A produção de concreto de alta resistência, com menor impacto ambiental e custo reduzido acaba de ser obtida em uma pesquisa desenvolvida na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP."A pesquisa teve como objetivo buscar tecnologia que possibilitasse um concreto autoadensável, com baixo consumo de cimento Portland, e de alta resistência", conta Tobias Pereira, que desenvolveu o trabalho em conjunto com o professor Jefferson Libório.
Segundo ele, a fórmula - fcm = 65 MPa aos 28 dias - significa que o concreto pudesse, em 28 dias, suportar a compressão de 65 Mpa (megapascal - valor que expressa resistência à compressão) e, por fim, ainda viesse a ter alta durabilidade.
Resistência do concreto
Para a realização desta pesquisa, o engenheiro utilizou modelos teóricos e práticos de distribuição granulométrica dos tamanhos de partículas para a composição do concreto, além de um aditivo superplastificante composto por policarboxílicos, que permite que o concreto se torne mais fluido sem adicionar muita água, e de adições minerais correspondendo a 10% da massa de cimento Portland adicionado. Em geral, a recomendação de uso de altas quantidades de cimento Portland ocorre devido à necessidade de alta resistência do concreto, por exemplo, em pilares de edifícios altos ou em peças de sustentação em grandes vãos. Porém, altas quantidades de cimento aumentam o calor de hidratação, ocasionado pela reação química entre o cimento e a água. Este calor, quando liberado,atua aumentando a temperatura do concreto, que se expande e acaba por ter maior propensão a rachar, o que implica na diminuição da resistência mecânica e na possibilidade de penetração de água ou infiltração de umidade do meio ambiente.
Na produção de concreto, 90% do CO2 vem da fabricação do cimento Portland
Redução do impacto ambiental
O maior problema quanto ao uso do cimento Portland em altas porcentagens é que atribui à produção de concreto a característica de vilã ambiental, pois implica na produção de 90% de gás carbônico da indústria de concreto. O pesquisador explica que, "a intenção era produzir um concreto que utilizasse apenas 350 quilos por metro cúbico (kg/m³) do cimento Portland, bem menos do que os 500 Kg/m³ de um concreto tradicional. Mas os resultados encontrados foram até melhores, porque mais baixos, chegaram a apenas 325 kg/m³." Esta redução na quantidade de cimento sinaliza a possibilidade da diminuição da produção de cimento e, consequentemente, a diminuição de emissão de gás carbônico e menor impacto ambiental. Além do barateamento da produção de concreto".
Concreto com fibras e lã de rocha
A mais na composição, diferenciando-se de um concreto tradicional, foram utilizadas fibras de poliamida ou lã de rocha. Os resultados foram melhores do que os esperados, pois "em um concreto tradicional, em caso de incêndios, a água que permeia o concreto se expande em forma de gás e há a possibilidade de explosão. Porém, havendo a fibra de poliamida, esta derrete formando canalículos que acabam por auxiliar na liberação do vapor, diminuindo a possibilidade de explosão." afirma o pesquisador. Já ao se adicionar lã de rocha, a surpresa foi ainda maior porque "apesar de não contribuir para diminuir a possibilidade de explosão do concreto em situações de incêndio, observou-se que esse tipo de fibra contribui para aumentar a resistência à abrasão do concreto, ou seja, diminuir a possibilidade de erosão. Este resultado indica que concretos com esse tipo de fibra podem ser uma boa opção para aplicá-los em pavimentos", acrescenta o pesquisador.
Concreto autoadensável
Um dos processos durante a produção do concreto é denominado vibração, ela é essencial para a retirada de ar aprisionado da massa e também para tornar o concreto mais homogêneo ao preencher as fôrmas e envolver as armaduras. O engenheiro ressalta, no entanto, que o concreto obtido por meio do estudo "é autoadensável e não necessita ser vibrado para que tome forma, ele acaba por se moldar às formas com o próprio peso." A ausência da vibração elimina uma etapa da moldagem do concreto o que consequentemente gera redução do tempo de construção e do custo de fabricação.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
Com informações da Agência USP - 16/05/2011
Concreto resistente e barato
A produção de concreto de alta resistência, com menor impacto ambiental e custo reduzido acaba de ser obtida em uma pesquisa desenvolvida na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP."A pesquisa teve como objetivo buscar tecnologia que possibilitasse um concreto autoadensável, com baixo consumo de cimento Portland, e de alta resistência", conta Tobias Pereira, que desenvolveu o trabalho em conjunto com o professor Jefferson Libório.
Segundo ele, a fórmula - fcm = 65 MPa aos 28 dias - significa que o concreto pudesse, em 28 dias, suportar a compressão de 65 Mpa (megapascal - valor que expressa resistência à compressão) e, por fim, ainda viesse a ter alta durabilidade.
Resistência do concreto
Para a realização desta pesquisa, o engenheiro utilizou modelos teóricos e práticos de distribuição granulométrica dos tamanhos de partículas para a composição do concreto, além de um aditivo superplastificante composto por policarboxílicos, que permite que o concreto se torne mais fluido sem adicionar muita água, e de adições minerais correspondendo a 10% da massa de cimento Portland adicionado. Em geral, a recomendação de uso de altas quantidades de cimento Portland ocorre devido à necessidade de alta resistência do concreto, por exemplo, em pilares de edifícios altos ou em peças de sustentação em grandes vãos. Porém, altas quantidades de cimento aumentam o calor de hidratação, ocasionado pela reação química entre o cimento e a água. Este calor, quando liberado,atua aumentando a temperatura do concreto, que se expande e acaba por ter maior propensão a rachar, o que implica na diminuição da resistência mecânica e na possibilidade de penetração de água ou infiltração de umidade do meio ambiente.
Na produção de concreto, 90% do CO2 vem da fabricação do cimento Portland
Redução do impacto ambiental
O maior problema quanto ao uso do cimento Portland em altas porcentagens é que atribui à produção de concreto a característica de vilã ambiental, pois implica na produção de 90% de gás carbônico da indústria de concreto. O pesquisador explica que, "a intenção era produzir um concreto que utilizasse apenas 350 quilos por metro cúbico (kg/m³) do cimento Portland, bem menos do que os 500 Kg/m³ de um concreto tradicional. Mas os resultados encontrados foram até melhores, porque mais baixos, chegaram a apenas 325 kg/m³." Esta redução na quantidade de cimento sinaliza a possibilidade da diminuição da produção de cimento e, consequentemente, a diminuição de emissão de gás carbônico e menor impacto ambiental. Além do barateamento da produção de concreto".
Concreto com fibras e lã de rocha
A mais na composição, diferenciando-se de um concreto tradicional, foram utilizadas fibras de poliamida ou lã de rocha. Os resultados foram melhores do que os esperados, pois "em um concreto tradicional, em caso de incêndios, a água que permeia o concreto se expande em forma de gás e há a possibilidade de explosão. Porém, havendo a fibra de poliamida, esta derrete formando canalículos que acabam por auxiliar na liberação do vapor, diminuindo a possibilidade de explosão." afirma o pesquisador. Já ao se adicionar lã de rocha, a surpresa foi ainda maior porque "apesar de não contribuir para diminuir a possibilidade de explosão do concreto em situações de incêndio, observou-se que esse tipo de fibra contribui para aumentar a resistência à abrasão do concreto, ou seja, diminuir a possibilidade de erosão. Este resultado indica que concretos com esse tipo de fibra podem ser uma boa opção para aplicá-los em pavimentos", acrescenta o pesquisador.
Concreto autoadensável
Um dos processos durante a produção do concreto é denominado vibração, ela é essencial para a retirada de ar aprisionado da massa e também para tornar o concreto mais homogêneo ao preencher as fôrmas e envolver as armaduras. O engenheiro ressalta, no entanto, que o concreto obtido por meio do estudo "é autoadensável e não necessita ser vibrado para que tome forma, ele acaba por se moldar às formas com o próprio peso." A ausência da vibração elimina uma etapa da moldagem do concreto o que consequentemente gera redução do tempo de construção e do custo de fabricação.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Porcelana que iria para o lixo vira argamassa para construção civil
Raquel do Carmo Santos - Jornal da Unicamp - 22/12/2009
O engenheiro civil Marco Antonio Campos mostra os resultados de seus ensaios para reciclagem da porcelana de isoladores de eletricidade: economia de cimento no concreto. O Brasil produz 30 mil toneladas anuais de isoladores elétricos de porcelana de alta e baixa tensão para distribuição de energia - equipamento utilizado como isolante de eletricidade em postes de iluminação, usinas hidrelétricas e, até mesmo em residências. Deste montante, 75% são destinados às substituições das peças que perdem a sua função isolante. Isto significa que 22.500 toneladas de isolantes velhos são descartadas todos os anos.
Reciclagem do metal e da porcelana
Não há problemas com o corpo metálico do isolador, que é reaproveitado e reciclado. Mas a parte de porcelana é descartada de forma absolutamente inadequada - em terrenos baldios e beiras de estrada, por exemplo. Essa situação levou o engenheiro Marco Antonio Campos a realizar ensaios que permitiram adicionar o resíduo da porcelana que seria descartado na natureza em misturas que resultaram em novos tipos de concreto e argamassa. Os experimentos deram certo. Campos obteve um material vantajoso do ponto de vista de resistência e economia. O trabalho foi feito na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, orientado pela professora Ana Elisabete P. G. A. Jacintho.
Areia e brita recicladas
O processo de transformação é relativamente simples do ponto de vista metodológico. A moagem do resíduo da porcelana foi feita de forma a gerar tanto a areia grossa - ou agregado miúdo na linguagem técnica - e brita 1 ou agregado graúdo. Tanto a areia quanto a brita permitiram resultados com granulometria similar à utilizada tradicionalmente na construção civil. Por sinal, a areia feita de resíduo de porcelana foi o material que obteve melhor desempenho nos ensaios em laboratório. Já os testes de substituição foram etapas complexas, pois demandaram muitos dias de experimentos para estabelecer comparativos. O engenheiro testou a areia e a brita com substituições nas classes de 25%, 50%, 75% e 100% e fez os ensaios após três, sete e 28 dias. "Estas comparações entre os dias e porcentagens de material eram necessárias para conhecer o desempenho do material em várias formulações diferentes", esclarece Campos.
Testes de resistência e compressão
O ensaio de resistência mecânica de compressão simples compreende a medição da capacidade que o material tem de suportar a pressão.
Já o teste de absorção da água visa medir o quanto de água o concreto ou argamassa absorve, pois quanto menor a capacidade de água, menor o consumo de cimento na mistura. "Os resultados foram similares às misturas feitas com materiais tradicionais e, em alguns casos, foram até superiores. A única questão foi o endurecimento do concreto ocorrer de forma mais rápida. Mas, isso foi perfeitamente contornado com o acréscimo de aditivos", explica.
Menos cimento no concreto
Uma das vantagens econômicas também tem a ver com os testes de absorção da água. Os resultados apontaram que o material não absorve a água, o que significa a diminuição do consumo de cimento para produção do concreto. Ou seja, possibilita uma economia substancial de material para a composição. Segundo Campos, as análises demonstraram que a proposta é perfeitamente viável. Ele lembra que a porcelana branca - matéria-prima dos isoladores - são altamente resistentes devido às temperaturas elevadas a que é submetida - em geral, até dois mil graus.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
O engenheiro civil Marco Antonio Campos mostra os resultados de seus ensaios para reciclagem da porcelana de isoladores de eletricidade: economia de cimento no concreto. O Brasil produz 30 mil toneladas anuais de isoladores elétricos de porcelana de alta e baixa tensão para distribuição de energia - equipamento utilizado como isolante de eletricidade em postes de iluminação, usinas hidrelétricas e, até mesmo em residências. Deste montante, 75% são destinados às substituições das peças que perdem a sua função isolante. Isto significa que 22.500 toneladas de isolantes velhos são descartadas todos os anos.
Reciclagem do metal e da porcelana
Não há problemas com o corpo metálico do isolador, que é reaproveitado e reciclado. Mas a parte de porcelana é descartada de forma absolutamente inadequada - em terrenos baldios e beiras de estrada, por exemplo. Essa situação levou o engenheiro Marco Antonio Campos a realizar ensaios que permitiram adicionar o resíduo da porcelana que seria descartado na natureza em misturas que resultaram em novos tipos de concreto e argamassa. Os experimentos deram certo. Campos obteve um material vantajoso do ponto de vista de resistência e economia. O trabalho foi feito na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, orientado pela professora Ana Elisabete P. G. A. Jacintho.
Areia e brita recicladas
O processo de transformação é relativamente simples do ponto de vista metodológico. A moagem do resíduo da porcelana foi feita de forma a gerar tanto a areia grossa - ou agregado miúdo na linguagem técnica - e brita 1 ou agregado graúdo. Tanto a areia quanto a brita permitiram resultados com granulometria similar à utilizada tradicionalmente na construção civil. Por sinal, a areia feita de resíduo de porcelana foi o material que obteve melhor desempenho nos ensaios em laboratório. Já os testes de substituição foram etapas complexas, pois demandaram muitos dias de experimentos para estabelecer comparativos. O engenheiro testou a areia e a brita com substituições nas classes de 25%, 50%, 75% e 100% e fez os ensaios após três, sete e 28 dias. "Estas comparações entre os dias e porcentagens de material eram necessárias para conhecer o desempenho do material em várias formulações diferentes", esclarece Campos.
Testes de resistência e compressão
O ensaio de resistência mecânica de compressão simples compreende a medição da capacidade que o material tem de suportar a pressão.
Já o teste de absorção da água visa medir o quanto de água o concreto ou argamassa absorve, pois quanto menor a capacidade de água, menor o consumo de cimento na mistura. "Os resultados foram similares às misturas feitas com materiais tradicionais e, em alguns casos, foram até superiores. A única questão foi o endurecimento do concreto ocorrer de forma mais rápida. Mas, isso foi perfeitamente contornado com o acréscimo de aditivos", explica.
Menos cimento no concreto
Uma das vantagens econômicas também tem a ver com os testes de absorção da água. Os resultados apontaram que o material não absorve a água, o que significa a diminuição do consumo de cimento para produção do concreto. Ou seja, possibilita uma economia substancial de material para a composição. Segundo Campos, as análises demonstraram que a proposta é perfeitamente viável. Ele lembra que a porcelana branca - matéria-prima dos isoladores - são altamente resistentes devido às temperaturas elevadas a que é submetida - em geral, até dois mil graus.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
Cimento alternativo é desenvolvido na USP
Antonio Carlos Quinto - Agência USP - 07/10/2010
Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, pesquisadores desenvolveram um cimento alternativo para ser utilizado na produção de fibrocimento. O produto poderá substituir em até 80% o cimento portland, que é usado na composição do fibrocimento, como aglomerante. Durante os testes, o fibrocimento alternativo mostrou maior durabilidade e menor custo, além de ser menos agressivo ao meio ambiente.
Cimento magnesiano
"O material não será produzido para utilização em fins estruturais, mas sim para elementos construtivos ou artefatos, como telhas e painéis de fechamento", avisa o engenheiro civil Carlos Gomes, responsável pelo desenvolvimento. A base do novo produto, segundo Gomes, são compostos de óxido de magnésio. "O cimento à base de óxido de magnésio, chamado de cimento magnesiano, começou a ser estudado por volta de 1867. Contudo, devido ao seu alto custo, a utilização ficava inviável", justifica o engenheiro. O óxido de magnésio é usado principalmente na produção de materiais refratários. Gomes adicionou algumas cargas minerais ao óxido de magnésio que acabaram por reduzir o custo. "Conseguimos então um produto que, na composição do fibrocimento, pode substituir por completo o cimento portland", garante o pesquisador. A característica menos agressiva ao meio ambiente fica por conta do processo de produção do cimento alternativo. Gomes conta que o produto é menos alcalino que o cimento tradicional. "Verificamos ser possível menores emissões de carbono durante a produção. Ao mesmo tempo, o produto consegue capturar mais carbono do meio ambiente", explica.
Vantagens do cimento alternativo
Os testes com o cimento alternativo revelaram vantagens no processo produtivo, com um menor tempo para produção. O material também é menos agressivo às fibras, devido à sua baixa alcalinidade e apresenta vantagens também quanto à durabilidade. Gomes conta que, nos testes realizados com fibrocimentos compostos por fibras de escória de alto-forno ou celulose, a degradação (envelhecimento acelerado) dos materiais foi superior aos 56 dias, um tempo padrão recomendado pelas normas. "Quando substituímos o portland pelo cimento alternativo, não observamos a degradação das fibras", conta o engenheiro, lembrando que os testes são realizados com a imersão do produto em água quente. Outra vantagem é em relação à "cura final", ou seja, quando o material atinge a secagem e ponto de resistência ideais. Segundo Gomes, enquanto o fibrocimento com cimento alternativo atinge o ponto ideal (cura) em cerca de 40 minutos, o produto feito com o cimento portland atinge sua cura somente em torno de 28 dias depois.
O engenheiro destaca que o cimento alternativo ainda passará por testes que serão realizados na própria EESC em protótipos de habitações populares.
fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, pesquisadores desenvolveram um cimento alternativo para ser utilizado na produção de fibrocimento. O produto poderá substituir em até 80% o cimento portland, que é usado na composição do fibrocimento, como aglomerante. Durante os testes, o fibrocimento alternativo mostrou maior durabilidade e menor custo, além de ser menos agressivo ao meio ambiente.
Cimento magnesiano
"O material não será produzido para utilização em fins estruturais, mas sim para elementos construtivos ou artefatos, como telhas e painéis de fechamento", avisa o engenheiro civil Carlos Gomes, responsável pelo desenvolvimento. A base do novo produto, segundo Gomes, são compostos de óxido de magnésio. "O cimento à base de óxido de magnésio, chamado de cimento magnesiano, começou a ser estudado por volta de 1867. Contudo, devido ao seu alto custo, a utilização ficava inviável", justifica o engenheiro. O óxido de magnésio é usado principalmente na produção de materiais refratários. Gomes adicionou algumas cargas minerais ao óxido de magnésio que acabaram por reduzir o custo. "Conseguimos então um produto que, na composição do fibrocimento, pode substituir por completo o cimento portland", garante o pesquisador. A característica menos agressiva ao meio ambiente fica por conta do processo de produção do cimento alternativo. Gomes conta que o produto é menos alcalino que o cimento tradicional. "Verificamos ser possível menores emissões de carbono durante a produção. Ao mesmo tempo, o produto consegue capturar mais carbono do meio ambiente", explica.
Vantagens do cimento alternativo
Os testes com o cimento alternativo revelaram vantagens no processo produtivo, com um menor tempo para produção. O material também é menos agressivo às fibras, devido à sua baixa alcalinidade e apresenta vantagens também quanto à durabilidade. Gomes conta que, nos testes realizados com fibrocimentos compostos por fibras de escória de alto-forno ou celulose, a degradação (envelhecimento acelerado) dos materiais foi superior aos 56 dias, um tempo padrão recomendado pelas normas. "Quando substituímos o portland pelo cimento alternativo, não observamos a degradação das fibras", conta o engenheiro, lembrando que os testes são realizados com a imersão do produto em água quente. Outra vantagem é em relação à "cura final", ou seja, quando o material atinge a secagem e ponto de resistência ideais. Segundo Gomes, enquanto o fibrocimento com cimento alternativo atinge o ponto ideal (cura) em cerca de 40 minutos, o produto feito com o cimento portland atinge sua cura somente em torno de 28 dias depois.
O engenheiro destaca que o cimento alternativo ainda passará por testes que serão realizados na própria EESC em protótipos de habitações populares.
fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Engenharia Civil é o curso mais concorrido no vestibular PUC
Engenharia Civil (turno noite) é o curso mais concorrido no Vestibular 2º semestre de 2011 da PUC Minas, com 13,20 candidatos por vaga. Pelo segundo semestre consecutivo o curso aparece no topo da lista dos mais disputados na PUC Minas. “É um sinal do crescimento econômico do País”, destacou a vice-reitora da PUC Minas e presidente da Comissão Permanente do Processo Seletivo, professora Patrícia Bernardes. Em segundo lugar, aparece a Engenharia Civil (turno manhã), com 10,74 candidatos por vaga. Em terceiro lugar, está o curso de Engenharia Mecânica (turno noite), com 10,47 candidatos por vaga. O destaque entre os cursos mais procurados é a Engenharia Química que, em seu segundo vestibular, já aparece na décima posição, com 4,69 candidatos por vaga.
FONTE: http://www.planetauniversitario.com
FONTE: http://www.planetauniversitario.com
MEC autoriza abertura de cursos de engenharia em faculdades particulares
Foi divulgada, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (04), a permissão do MEC, para a abertura de 2.700 vagas de graduação em engenharia, para universidades privadas. Segundo as portarias 204 e 205 do DOU, a prioridade das vagas é para o curso de engenharia civil. Só para os estados da Bahia, de Minas Gerais e do Espírito Santo a oferta de vagas chega a 500. De acordo com as pesquisas do MEC, o número de ingressantes em cursos de engenharia nas universidades privadas aumentou. Sendo as áreas de produção e construção civil, as mais procuradas.O setor de construção civil tem se destacado no país, como um dos principais geradores de emprego e renda. Novos cursos de engenharia poderão ser abertos pelo Ministério da Educação no decorrer deste ano.
FONTE: http://www.portaluniversidade.com.br/noticias-ler
FONTE: http://www.portaluniversidade.com.br/noticias-ler
A Engenharia Civil e o Brasil do Futuro
Contando com um povo trabalhador e criativo, mais de 40.000 quilômetros quadrados ( acredite, isso é muita terra !! ) e um litoral com 8 mil km de praias, o Brasil é quase que um paraíso para a Engenharia Civil. Quem tiver disposição, energia e dinheiro pra investir na Construção Civil no Brasil com certeza terá grandes lucros, pois aqui o potencial é simplesmente gigantesco !!
Para se ter uma idéia deste potencial, atualmente os especialistas em Engenharia Civil contabilizam que no Brasil há um Déficit Habitacional de 6 milhões de casas ou apartamentos.Em outras palavras, temos 6 milhões de famílias com dinheiro e disposição para financiar ou comprar um casa ou apartamento novo, mas não encontram uma boa oportunidade. Quem estiver disposto a construir, principalmente nas cidades do interior do país ( que são as que mais crescem ) não vai poder reclamar por falta de clientes ou compradores.
Como todos sabem o Brasil atualmente é um país de Classe Média, ou seja, a maioria das pessoas que vivem aqui atualmente está na classe média, acima da pobreza e abaixo da Classe Rica.
É justamente este mercado de Classe Média o mais atrativo e promissor para a Engenharia Civil.
Principais Mercados para a Engenharia Civil
Hoje em dia temos milhões de famílias de Classe Média procurando por uma habitação melhor, principalmente aquelas que há pouco tempo atrás estavam na Classe Pobre e melhoraram de vida. Essa famílias, estão ávidas por boas ofertas de apartamentos e casas, em especial apartamentos e casa de 1 ou 2 quartos. As famílias de Classe Média, com empregos estáveis e boas condições de financiamento ( hoje em dia no Brasil é possível pagar um financiamento imobiliário em até 30 anos !! ), são o maior mercado consumidor potencial para a Engenharia Civil no Brasil atual. Outro mercado muito bom, para a Engenharia Civil no Brasil, é o mercado da Classe Rica. Embora seja um mercado menor, hoje em dia também há muitos ricos procurando por imóveis de luxo, neste caso nas principais capitais.
A procura por apartamentos de luxo, em especial de cobertura, nas capitais do Brasil também é muito forte e nesse caso os negócios chegam à casa dos milhões. Segundo consultores de Engenharia Civil, um apartamento de luxo de nível médio, em um bairro bem localizado de São Paulo ou então na Zona Sul do Rio de Janeiro pode chegar a custar 4 ou 5 milhões para se ter uma idéia. A Classe Rica, hoje em dia mais consciente de seu papel, também valoriza muito projetos de Engenharia Civil que levam em conta a Construção Sustentável.
Construções sustentáveis são aquelas que geram pouca poluição e também preservam o meio-ambiente, economizando energia e materiais.
O terceiro mercado mais favorável da Engenharia Civil é o de Condomínios Fechados ou Condomínios Exclusivos. Localizados em geral ao redor das grandes cidades (onde os terrenos estão mais disponíveis e são mais baratos) esse tipo de imóvel é o foco da Classe Média Alta, que é aquela classe que ainda não é rica, mas já tem um bom dinheiro e busca por mais qualidade de vida. Os Condomínios Fechados, que podem ser de casas prontas ou então de terrenos, onde o comprador vai construir, é um grande nicho de mercado para quem quer investir em Engenharia Civil nas grandes cidades.
É uma boa oportunidade para quem quer investir em construção, mas não tem capital para comprar terrenos nas áreas centrais das metrópoles, áreas que por sinal, já estão superlotadas.
Fonte:http://www.guiadacarreira.com.br
Para se ter uma idéia deste potencial, atualmente os especialistas em Engenharia Civil contabilizam que no Brasil há um Déficit Habitacional de 6 milhões de casas ou apartamentos.Em outras palavras, temos 6 milhões de famílias com dinheiro e disposição para financiar ou comprar um casa ou apartamento novo, mas não encontram uma boa oportunidade. Quem estiver disposto a construir, principalmente nas cidades do interior do país ( que são as que mais crescem ) não vai poder reclamar por falta de clientes ou compradores.
Como todos sabem o Brasil atualmente é um país de Classe Média, ou seja, a maioria das pessoas que vivem aqui atualmente está na classe média, acima da pobreza e abaixo da Classe Rica.
É justamente este mercado de Classe Média o mais atrativo e promissor para a Engenharia Civil.
Principais Mercados para a Engenharia Civil
Hoje em dia temos milhões de famílias de Classe Média procurando por uma habitação melhor, principalmente aquelas que há pouco tempo atrás estavam na Classe Pobre e melhoraram de vida. Essa famílias, estão ávidas por boas ofertas de apartamentos e casas, em especial apartamentos e casa de 1 ou 2 quartos. As famílias de Classe Média, com empregos estáveis e boas condições de financiamento ( hoje em dia no Brasil é possível pagar um financiamento imobiliário em até 30 anos !! ), são o maior mercado consumidor potencial para a Engenharia Civil no Brasil atual. Outro mercado muito bom, para a Engenharia Civil no Brasil, é o mercado da Classe Rica. Embora seja um mercado menor, hoje em dia também há muitos ricos procurando por imóveis de luxo, neste caso nas principais capitais.
A procura por apartamentos de luxo, em especial de cobertura, nas capitais do Brasil também é muito forte e nesse caso os negócios chegam à casa dos milhões. Segundo consultores de Engenharia Civil, um apartamento de luxo de nível médio, em um bairro bem localizado de São Paulo ou então na Zona Sul do Rio de Janeiro pode chegar a custar 4 ou 5 milhões para se ter uma idéia. A Classe Rica, hoje em dia mais consciente de seu papel, também valoriza muito projetos de Engenharia Civil que levam em conta a Construção Sustentável.
Construções sustentáveis são aquelas que geram pouca poluição e também preservam o meio-ambiente, economizando energia e materiais.
O terceiro mercado mais favorável da Engenharia Civil é o de Condomínios Fechados ou Condomínios Exclusivos. Localizados em geral ao redor das grandes cidades (onde os terrenos estão mais disponíveis e são mais baratos) esse tipo de imóvel é o foco da Classe Média Alta, que é aquela classe que ainda não é rica, mas já tem um bom dinheiro e busca por mais qualidade de vida. Os Condomínios Fechados, que podem ser de casas prontas ou então de terrenos, onde o comprador vai construir, é um grande nicho de mercado para quem quer investir em Engenharia Civil nas grandes cidades.
É uma boa oportunidade para quem quer investir em construção, mas não tem capital para comprar terrenos nas áreas centrais das metrópoles, áreas que por sinal, já estão superlotadas.
Fonte:http://www.guiadacarreira.com.br
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