domingo, 31 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Ponte do Fundão
Novo cartão postal do Rio de Janeiro ancora 15 estais em pilone único e é financiado com recursos oriundos de multas da Petrobras convertidas em repasses de verba
A ponte foi projetada pelo arquiteto Alexandre Chan, da PCE Projetos e Consultoria de Engenharia, o mesmo que projetou a ponte sobre o lago Paranoá, no Distrito Federal, considerada em termos técnicos não uma ponte estaiada, mas uma ponte de arcos com cabos, embora também possua estais. A luminotécnica ficou a cargo de Peter Gasper − iluminador nascido na Alemanha que fincou carreira no Brasil projetando as luzes de obras grandiosas como o Sambódramo (RJ), a Catedral de Brasília, a Praça dos Três Poderes (DF), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), todas obras de Oscar Niemeyer, a barragem de Itaipu e a recente iluminação do Cristo Redentor (RJ). O cálculo estrutural foi feito pela V. Garambone Engenharia e a obra está sendo executada pela Construtora Queiroz Galvão.
A ponte possui pilone único, construído em concreto armado, que ancora 15 estais metálicos em plano central único, dispostos em formato leque-harpa e apoiando tabuleiro em progressão longitudinal de caixas de concreto armado visando à construção por balanços sucessivos, contrabalançados por três pares de estais traseiros em dois planos. A opção pela ponte estaiada e pelo apoio único se deu pelas condições do solo, que tem partes aterradas nas duas margens, sendo o solo do continente desprovido de terreno seco disponível. A solução foi localizar o apoio único na Ilha do Fundão.
Moldagem do pilone único, projetado por Alexandre Chan, exigiu uso de fôrmas trepantes
As obras da ponte começaram em julho de 2010 e têm previsão de término em outubro de 2011. Na segunda semana de junho, o quarto estai foi colocado, faltando 11 para a conclusão da obra. De dez em dez dias um estai é colocado. "O sistema estaiado tem caído no gosto não só pela beleza, mas porque permite a construção progressiva das lajes, o que facilita a construção", opina o arquiteto Alexandre Chan.
A altura do pilone único é de 95,5 m a partir do bloco de fundação até o mastro do para-raios e sinalização de navegação aérea. Seu formato é compacto, evitando as soluções em A ou Y invertido, retratando os esforços estruturais principais provenientes dos estais. A área do bloco principal de fundação é de 360 m². Não há pilares de apoio nas águas do canal, opção feita em nome do meio ambiente e da proteção dos manguezais existentes na região.
O tabuleiro básico da ponte é formado por duas pistas separadas pelo plano único de estais, de mesmo sentido de trânsito, e largura livre de 4,5 m cada. Segundo Chan, as pistas são maiores do que as tradicionais, de cerca de 3,5 m de largura, para dar mais conforto aos motoristas. Não há passeios para pedestres ou vias para bicicletas. O tabuleiro é construído em concreto armado aparente, em lajes modulares em formato usual de caixas para serem montadas em balanços sucessivos, com perfil ascendente da ilha para o continente.
O vão de travessia do canal sustentado por estais é de 172 m. O comprimento total da ponte é de 780 m. A área total da obra, incluindo a rótula de acesso, é de 11.550 m². Há 70 estacas em blocos de fundação no pilone e 27 estacas em cada um dos dois blocos traseiros.
O percurso da ponte começa em uma rótula que conjuga a avenida Pedro Calmon e outras vias internas da Ilha do Fundão, prossegue em mão única permitindo troca de faixa até o interior da ponte, onde não há opção para troca de faixa. Esta condição é recuperada após o último estai, já no continente. Deste ponto, as duas faixas prosseguem em curva até sua conversão em uma única em acomodação com a Linha Vermelha, sentido Centro da cidade e zona Sul.
Mapa mostra ligação do Sul da Cidade Universitária, pela avenida Pedro Calmon, à Linha Vermelha, na direção do Centro da cidade
O curto percurso e a busca da simplificação no projeto estrutural levaram à opção pela bifurcação da pista junto ao pilone, diminuindo a velocidade de acesso e obrigando à escolha prévia das faixas, sem opção de desvio no interior da ponte, dividida pelo plano de estais.
A altura livre mínima para navegação, no início da ponte, é de 9,9 m, o que permite a passagem de embarcações de pequeno porte. Segundo o arquiteto, não houve exigências quanto à altura para navegação, por isso o desenho do tabuleiro é quase reto.
A opção pelo concreto armado foi um diálogo entre o arquiteto e a construtora. Embora o arquiteto preferisse o aço, o concreto foi escolhido para facilitar a execução da obra e o cumprimento dos prazos. O aço só seria essencial no caso de uma estrutura muito pesada − o que não é o caso de uma ponte de apenas duas faixas e sem passagem de pedestres − ou se houvesse estruturas muito finas, como um pilone mais fino. O cimento utilizado é em cor clara e não será pintado.
Para a construção das pistas, foi feita uma modulação do terreno na região do pilone. Em cima disso, será feito um paisagismo com palmeiras imperiais, arbustos e flores brancas. Na avenida e nos canteiros não haverá projeto de iluminação, que ficará restrita ao vão estaiado.
O paisagismo também é um projeto de Alexandre Chan. Além das áreas de acesso à ponte, o projeto inclui o paisagismo das duas áreas onde serão despejados o material contaminado resultante da dragagem. As áreas com paisagismos não são prioritariamente destinadas a passeio. Haverá espaço para caminhadas, mas não para bicicletas, por exemplo, porque o terreno com o material contaminado não suporta. Por isso também não haverá iluminação nos jardins.
No projeto paisagístico, há também um repuxo de 20 m de altura, que já está pronto, situado no canal, próximo à ponte. Ambos, na opinião do arquiteto, são o símbolo da revitalização ambiental da Ilha do Fundão. "O repuxo, por exemplo, faz parte do projeto paisagístico e é um símbolo do projeto, já que as águas estão mais purificadas. Podemos ver uma água do próprio canal, saindo pelo repuxo, agora com aspecto muito mais limpo", diz.
FONTE: http://www.infraestruturaurbana.com.br
A ponte foi projetada pelo arquiteto Alexandre Chan, da PCE Projetos e Consultoria de Engenharia, o mesmo que projetou a ponte sobre o lago Paranoá, no Distrito Federal, considerada em termos técnicos não uma ponte estaiada, mas uma ponte de arcos com cabos, embora também possua estais. A luminotécnica ficou a cargo de Peter Gasper − iluminador nascido na Alemanha que fincou carreira no Brasil projetando as luzes de obras grandiosas como o Sambódramo (RJ), a Catedral de Brasília, a Praça dos Três Poderes (DF), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), todas obras de Oscar Niemeyer, a barragem de Itaipu e a recente iluminação do Cristo Redentor (RJ). O cálculo estrutural foi feito pela V. Garambone Engenharia e a obra está sendo executada pela Construtora Queiroz Galvão.
A ponte possui pilone único, construído em concreto armado, que ancora 15 estais metálicos em plano central único, dispostos em formato leque-harpa e apoiando tabuleiro em progressão longitudinal de caixas de concreto armado visando à construção por balanços sucessivos, contrabalançados por três pares de estais traseiros em dois planos. A opção pela ponte estaiada e pelo apoio único se deu pelas condições do solo, que tem partes aterradas nas duas margens, sendo o solo do continente desprovido de terreno seco disponível. A solução foi localizar o apoio único na Ilha do Fundão.
Moldagem do pilone único, projetado por Alexandre Chan, exigiu uso de fôrmas trepantes
As obras da ponte começaram em julho de 2010 e têm previsão de término em outubro de 2011. Na segunda semana de junho, o quarto estai foi colocado, faltando 11 para a conclusão da obra. De dez em dez dias um estai é colocado. "O sistema estaiado tem caído no gosto não só pela beleza, mas porque permite a construção progressiva das lajes, o que facilita a construção", opina o arquiteto Alexandre Chan.
A altura do pilone único é de 95,5 m a partir do bloco de fundação até o mastro do para-raios e sinalização de navegação aérea. Seu formato é compacto, evitando as soluções em A ou Y invertido, retratando os esforços estruturais principais provenientes dos estais. A área do bloco principal de fundação é de 360 m². Não há pilares de apoio nas águas do canal, opção feita em nome do meio ambiente e da proteção dos manguezais existentes na região.
O tabuleiro básico da ponte é formado por duas pistas separadas pelo plano único de estais, de mesmo sentido de trânsito, e largura livre de 4,5 m cada. Segundo Chan, as pistas são maiores do que as tradicionais, de cerca de 3,5 m de largura, para dar mais conforto aos motoristas. Não há passeios para pedestres ou vias para bicicletas. O tabuleiro é construído em concreto armado aparente, em lajes modulares em formato usual de caixas para serem montadas em balanços sucessivos, com perfil ascendente da ilha para o continente.
O vão de travessia do canal sustentado por estais é de 172 m. O comprimento total da ponte é de 780 m. A área total da obra, incluindo a rótula de acesso, é de 11.550 m². Há 70 estacas em blocos de fundação no pilone e 27 estacas em cada um dos dois blocos traseiros.
O percurso da ponte começa em uma rótula que conjuga a avenida Pedro Calmon e outras vias internas da Ilha do Fundão, prossegue em mão única permitindo troca de faixa até o interior da ponte, onde não há opção para troca de faixa. Esta condição é recuperada após o último estai, já no continente. Deste ponto, as duas faixas prosseguem em curva até sua conversão em uma única em acomodação com a Linha Vermelha, sentido Centro da cidade e zona Sul.
Mapa mostra ligação do Sul da Cidade Universitária, pela avenida Pedro Calmon, à Linha Vermelha, na direção do Centro da cidade
O curto percurso e a busca da simplificação no projeto estrutural levaram à opção pela bifurcação da pista junto ao pilone, diminuindo a velocidade de acesso e obrigando à escolha prévia das faixas, sem opção de desvio no interior da ponte, dividida pelo plano de estais.
A altura livre mínima para navegação, no início da ponte, é de 9,9 m, o que permite a passagem de embarcações de pequeno porte. Segundo o arquiteto, não houve exigências quanto à altura para navegação, por isso o desenho do tabuleiro é quase reto.
A opção pelo concreto armado foi um diálogo entre o arquiteto e a construtora. Embora o arquiteto preferisse o aço, o concreto foi escolhido para facilitar a execução da obra e o cumprimento dos prazos. O aço só seria essencial no caso de uma estrutura muito pesada − o que não é o caso de uma ponte de apenas duas faixas e sem passagem de pedestres − ou se houvesse estruturas muito finas, como um pilone mais fino. O cimento utilizado é em cor clara e não será pintado.
Para a construção das pistas, foi feita uma modulação do terreno na região do pilone. Em cima disso, será feito um paisagismo com palmeiras imperiais, arbustos e flores brancas. Na avenida e nos canteiros não haverá projeto de iluminação, que ficará restrita ao vão estaiado.
O paisagismo também é um projeto de Alexandre Chan. Além das áreas de acesso à ponte, o projeto inclui o paisagismo das duas áreas onde serão despejados o material contaminado resultante da dragagem. As áreas com paisagismos não são prioritariamente destinadas a passeio. Haverá espaço para caminhadas, mas não para bicicletas, por exemplo, porque o terreno com o material contaminado não suporta. Por isso também não haverá iluminação nos jardins.
No projeto paisagístico, há também um repuxo de 20 m de altura, que já está pronto, situado no canal, próximo à ponte. Ambos, na opinião do arquiteto, são o símbolo da revitalização ambiental da Ilha do Fundão. "O repuxo, por exemplo, faz parte do projeto paisagístico e é um símbolo do projeto, já que as águas estão mais purificadas. Podemos ver uma água do próprio canal, saindo pelo repuxo, agora com aspecto muito mais limpo", diz.
FONTE: http://www.infraestruturaurbana.com.br
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Três operários morrem após queda de barranco em Brasília
Três operários que trabalhavam em uma obra no Hospital Universitário de Brasília (HUB), localizada na Superquadra 405 da Asa Norte, morreram soterrados após a queda de barranco próximo ao local. Os operários trabalhavam em uma galeria de esgoto a seis metros de profundidade do solo.
Segundo os bombeiros, a equipe agora realiza um trabalho de escoramento, a fim de garantir que não ocorram novos deslizamentos durante a retirada dos corpos. De acordo com a assessoria do hospital, o acidente aconteceu enquanto os homens mexiam na tubulação em um buraco, por volta das 11 horas. Pelo menos seis funcionários trabalhavam na obra.
O Corpo de Bombeiros identificou como soterrados os operários Raimundo José da Silva, 24 anos, Lorival Leite de Moraes e Nelson Rodrigues, 34 anos. Os familiares das vítimas foram ao local, onde foram atendidos por dois psicólogos, um psiquatra e um assistente social. Segundo o major Mario Sergio de Oliveira, da comunicação do Corpo de Bombeiros, o primeiro corpo resgatado estava, aparentemente, sem os equipamentos de segurança adequados, mas isso deverá ser confirmado por perícia técnica.
Segundo informações da Polícia Militar, o acidente ocorreu às 11h15 e há suspeita de que outros três homens possam estar sob os escombros. O local seria um novo prédio para atender o setor de pediatria do HUB, onde funcionará o Instituto da Criança e do Adolescente (ICA). A obra começou há cinco anos e foi retomada há cinco meses, segundo o vice-reitor.
Quarenta profissionais, dez viaturas do Corpo de Bombeiros, além de veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram deslocadas para atender as vítimas. Segundo o Corpo de Bombeiros, neste ano, sem considerar o evento de hoje, já foram contados seis acidentes em obras em Brasília, que resultaram em cinco mortes.
Denúncias de irregularidades
Segundo João Barbosa, primeiro-secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Distrito Federal, a obra tem várias irregularidades e denúncias já foram feitas.
Barbosa diz que várias irregularidades foram apresentadas formalmente ao Ministério do Trabalho em maio e junho.
FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil
Segundo os bombeiros, a equipe agora realiza um trabalho de escoramento, a fim de garantir que não ocorram novos deslizamentos durante a retirada dos corpos. De acordo com a assessoria do hospital, o acidente aconteceu enquanto os homens mexiam na tubulação em um buraco, por volta das 11 horas. Pelo menos seis funcionários trabalhavam na obra.
O Corpo de Bombeiros identificou como soterrados os operários Raimundo José da Silva, 24 anos, Lorival Leite de Moraes e Nelson Rodrigues, 34 anos. Os familiares das vítimas foram ao local, onde foram atendidos por dois psicólogos, um psiquatra e um assistente social. Segundo o major Mario Sergio de Oliveira, da comunicação do Corpo de Bombeiros, o primeiro corpo resgatado estava, aparentemente, sem os equipamentos de segurança adequados, mas isso deverá ser confirmado por perícia técnica.
Segundo informações da Polícia Militar, o acidente ocorreu às 11h15 e há suspeita de que outros três homens possam estar sob os escombros. O local seria um novo prédio para atender o setor de pediatria do HUB, onde funcionará o Instituto da Criança e do Adolescente (ICA). A obra começou há cinco anos e foi retomada há cinco meses, segundo o vice-reitor.
Quarenta profissionais, dez viaturas do Corpo de Bombeiros, além de veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram deslocadas para atender as vítimas. Segundo o Corpo de Bombeiros, neste ano, sem considerar o evento de hoje, já foram contados seis acidentes em obras em Brasília, que resultaram em cinco mortes.
Denúncias de irregularidades
Segundo João Barbosa, primeiro-secretário do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Distrito Federal, a obra tem várias irregularidades e denúncias já foram feitas.
Barbosa diz que várias irregularidades foram apresentadas formalmente ao Ministério do Trabalho em maio e junho.
FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil
terça-feira, 19 de julho de 2011
Edificando um futuro melhor
Construtoras investem para o mundo não pagar caro depois. Setor quer se livrar da pecha de poluidor com medidas inteligentes, como economia de energia, de água e reciclagem de resíduos
No dia 5 de Junho, foi celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma das maiores preocupações do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é a redução de resíduos da construção civil, considerada um dos maiores poluidores do planeta. Muitas empresas já trabalham com programas que minimizam ao máximo os impactos sobre a natureza, economizando água, energia e reciclando todos os materiais possíveis.
Esses programas têm como objetivo principal planejar, gerenciar e executar ações que minimizem os resíduos gerados durante todas as etapas do processo de construção. É a gestão do meio ambiente, aliada com a preservação ambiental, a responsabilidade social e o compromisso em atender às leis que regem o setor.
A EBM Incorporações participa de comitês que tratam de diversos assuntos relacionados à preservação ambiental. “Falamos sobre destinação correta dos resíduos e tentamos enviá-los limpos para o aterro. As caçambas são separadas por classe. As maiores preocupações são com resíduos classe A. São restos de tijolo, demolição, cerâmica e sacos de papel que acabam sendo aproveitados prioritariamente em aterros. As madeiras, por exemplo, são reutilizadas na própria construção”, afirma Karla Almeida, coordenadora de Segurança, Meio ambiente e Saúde da EBM.
Os resíduos de madeira produzidos pelos empreendimentos geridos pela incorporadora não aproveitados nas obras são direcionados a parceiros cadastrados que reutilizam esse material florestal na alimentação de caldeiras em indústrias. Todo o ciclo da madeira é auditado desde a entrada do insumo na empresa até sua saída como resíduo. Com o sistema de cadeia de custódia, a empresa pode rastrear o produto comprado desde o plantio, passando pelo transporte até seu descarte final.
A classificação dos resíduos de obra e o descarte de caliça e entulho nas caçambas são feitos de acordo com as normas dos órgãos ambientais (Ministério do Meio Ambiente e Ibama), atendendo, ainda, à normativa de referência Conama 307/2002. Todos os transportadores de resíduos são devidamente licenciados nos órgãos de competência e atendem às diretrizes dos órgãos locais e da própria EBM.
Outra empresa preocupada com a questão ambiental é a PaulOOctavio Investimentos Imobiliários. Há mais de 15 anos a empresa iniciou a produção de blocos de concreto, uma opção para evitar a falta do componente e reutilizar as sobras de cimento e argamassa no canteiro de obras. Hoje a empresa fabrica mais de 15 mil unidades de tijolos garantidos pela certificação ISO 9001.
Soluções de sustentabilidade
A Caenge Ambiental, especializada em serviços de engenharia, prioriza a adoção de soluções de sustentabilidade nos projetos de que participa. No DF a empresa executa um projeto-piloto nos canteiros utilizando um sistema de reciclagem móvel de entulho. O objetivo é desenvolver um modelo de gerenciamento socioambiental de resíduos da construção e demolição. São feitos a triagem e o beneficiamento desses resíduos e a sua reinserção no ciclo produtivo.
A ideia é que, no futuro, o projeto possa representar uma experiência concreta para estimular e potencializar os resultados da política de gestão de resíduos da construção civil a ser adotada pelo GDF. Assim, foi criada a Planta Móvel de Triagem (PMT), equipamento desenvolvido a partir da montagem de uma esteira transportadora em um trailer móvel. Permite separar os resíduos recicláveis classificados como classe A. São considerados desta categoria resíduos de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura e edificações.
FONTE: http://comunidade.maiscomunidade.com
No dia 5 de Junho, foi celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma das maiores preocupações do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é a redução de resíduos da construção civil, considerada um dos maiores poluidores do planeta. Muitas empresas já trabalham com programas que minimizam ao máximo os impactos sobre a natureza, economizando água, energia e reciclando todos os materiais possíveis.
Esses programas têm como objetivo principal planejar, gerenciar e executar ações que minimizem os resíduos gerados durante todas as etapas do processo de construção. É a gestão do meio ambiente, aliada com a preservação ambiental, a responsabilidade social e o compromisso em atender às leis que regem o setor.
A EBM Incorporações participa de comitês que tratam de diversos assuntos relacionados à preservação ambiental. “Falamos sobre destinação correta dos resíduos e tentamos enviá-los limpos para o aterro. As caçambas são separadas por classe. As maiores preocupações são com resíduos classe A. São restos de tijolo, demolição, cerâmica e sacos de papel que acabam sendo aproveitados prioritariamente em aterros. As madeiras, por exemplo, são reutilizadas na própria construção”, afirma Karla Almeida, coordenadora de Segurança, Meio ambiente e Saúde da EBM.
Os resíduos de madeira produzidos pelos empreendimentos geridos pela incorporadora não aproveitados nas obras são direcionados a parceiros cadastrados que reutilizam esse material florestal na alimentação de caldeiras em indústrias. Todo o ciclo da madeira é auditado desde a entrada do insumo na empresa até sua saída como resíduo. Com o sistema de cadeia de custódia, a empresa pode rastrear o produto comprado desde o plantio, passando pelo transporte até seu descarte final.
A classificação dos resíduos de obra e o descarte de caliça e entulho nas caçambas são feitos de acordo com as normas dos órgãos ambientais (Ministério do Meio Ambiente e Ibama), atendendo, ainda, à normativa de referência Conama 307/2002. Todos os transportadores de resíduos são devidamente licenciados nos órgãos de competência e atendem às diretrizes dos órgãos locais e da própria EBM.
Outra empresa preocupada com a questão ambiental é a PaulOOctavio Investimentos Imobiliários. Há mais de 15 anos a empresa iniciou a produção de blocos de concreto, uma opção para evitar a falta do componente e reutilizar as sobras de cimento e argamassa no canteiro de obras. Hoje a empresa fabrica mais de 15 mil unidades de tijolos garantidos pela certificação ISO 9001.
Soluções de sustentabilidade
A Caenge Ambiental, especializada em serviços de engenharia, prioriza a adoção de soluções de sustentabilidade nos projetos de que participa. No DF a empresa executa um projeto-piloto nos canteiros utilizando um sistema de reciclagem móvel de entulho. O objetivo é desenvolver um modelo de gerenciamento socioambiental de resíduos da construção e demolição. São feitos a triagem e o beneficiamento desses resíduos e a sua reinserção no ciclo produtivo.
A ideia é que, no futuro, o projeto possa representar uma experiência concreta para estimular e potencializar os resultados da política de gestão de resíduos da construção civil a ser adotada pelo GDF. Assim, foi criada a Planta Móvel de Triagem (PMT), equipamento desenvolvido a partir da montagem de uma esteira transportadora em um trailer móvel. Permite separar os resíduos recicláveis classificados como classe A. São considerados desta categoria resíduos de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura e edificações.
FONTE: http://comunidade.maiscomunidade.com
Processo Construtivo de Pontes por Deslocamentos Sucessivos
O método de construção de pontes por deslocamentos sucessivos é utilizado na construção de tabuleiros de pontes de betão de médio vão (ordem dos 35 a 45 metros), e apesar de ter sido pouco aplicado em Portugal, é, a nível europeu, dos mais competitivos. A grande maioria das pontes rodoviárias e ferroviárias, no domínio de vãos referido, é executada por este método. A sua utilização tem sido fundamentalmente restringida, por limitações do próprio método, às pontes de directriz recta ou raio de curvatura constante em planta e a tabuleiros de altura constante. No entanto têm ocorrido aplicações deste método em pontes de betão com singularidades muito específicas. No domínio das pontes de betão, a utilização do método dos deslocamentos sucessivos encontra a sua maior desvantagem no sobre-consumo de aço em pré-esforço e eventualmente em armaduras ordinárias, devido à variação de esforços a que uma mesma secção fica sujeita durante o processo de ripagem longitudinal. A relação custo de materiais/custo de mão de obra, é o factor mais importante para a pouca utilização do método, até hoje, em Portugal.
Quando o método dos deslocamentos sucessivos é usado, as vantagens da pré-fabricação e moldagem do botão in-situ são combinadas. A área de fabricação é fixa e muitas vezes coberta de modo a tomá-la independente do tempo, e as distâncias de transporte são muito curtas. Esta concentração de equipamento permite quase as condições existentes em fábrica na fabricação do betão, obtendo-se deste modo um betão de alta qualidade.
A área de fabricação inclui o equipamento de cofragem do tabuleiro, a central de mistura do betão, uma grua montada sobre carris, áreas de armazenamento do aço corrente e de pré-esforço e o equipamento de empurrão. Se os tendões de pré-esforço São realizados in-situ, o espaço para a sua montagem é também necessário. O equipamento de empurrão no encontro e os apoios temporários nos pilares e na área de fabricação, devem ser acessíveis para as operações de empurrão. Para secções transversais da estrutura em caixão, a construção é levada a cabo em duas fases: na parte de trás da área de fabricação a laje inferior é betonada, enquanto as almas e a laje do tabuleiro são betonadas na parte da frente. Consequentemente existem duas unidades de cofragem. A cofragem de trás, onde a precisão é de especial importância de tal modo que a superfície de deslizamento deve estar limpa e a direcção de lançamento cuidadosamente mantida, consiste na parte inferior da cofragem e em formas laterais cada uma com cerca de 0.5 m de altura. Deve ser possível baixar essas formas, de modo a eliminar atrito adicional durante a fase de empurrão. A laje inferior em cada caso é betonada no ciclo precedente, de tal modo que na segunda fase pode suportar a cofragem interior e parte do peso do betão da laje do tabuleiro. A cofragem interior é desmontável e móvel, podendo ser reinstalada com um mínimo de custos após cada ciclo. As duas formas exteriores da parte da frente, estão fixas e podem ser baixadas hidraulicamente.
Quando o método dos deslocamentos sucessivos é usado, as vantagens da pré-fabricação e moldagem do botão in-situ são combinadas. A área de fabricação é fixa e muitas vezes coberta de modo a tomá-la independente do tempo, e as distâncias de transporte são muito curtas. Esta concentração de equipamento permite quase as condições existentes em fábrica na fabricação do betão, obtendo-se deste modo um betão de alta qualidade. A área de fabricação inclui o equipamento de cofragem do tabuleiro, a central de mistura do betão, uma grua montada sobre carris, áreas de armazenamento do aço corrente e de pré-esforço e o equipamento de empurrão. Se os tendões de pré-esforço São realizados in-situ, o espaço para a sua montagem é também necessário. O equipamento de empurrão no encontro e os apoios temporários nos pilares e na área de fabricação, devem ser acessíveis para as operações de empurrão. Para secções transversais da estrutura em caixão, a construção é levada a cabo em duas fases: na parte de trás da área de fabricação a laje inferior é betonada, enquanto as almas e a laje do tabuleiro são betonadas na parte da frente. Consequentemente existem duas unidades de cofragem. A cofragem de trás, onde a precisão é de especial importância de tal modo que a superfície de deslizamento deve estar limpa e a direcção de lançamento cuidadosamente mantida, consiste na parte inferior da cofragem e em formas laterais cada uma com cerca de 0.5 m de altura. Deve ser possível baixar essas formas, de modo a eliminar atrito adicional durante a fase de empurrão. A laje inferior em cada caso é betonada no ciclo precedente, de tal modo que na segunda fase pode suportar a cofragem interior e parte do peso do betão da laje do tabuleiro. A cofragem interior é desmontável e móvel, podendo ser reinstalada com um mínimo de custos após cada ciclo. As duas formas exteriores da parte da frente, estão fixas e podem ser baixadas hidraulicamente.
A construção da super-estrutura usando uma secção em duplo T, necessita naturalmente de uma única cofragem, na qual ambas as cofragens interna e externa estão em posição fixa e podem ser rebaixadas hidraulicamente para fora e para dentro respectivamente. Toda a cofragem é de aço se o número de ciclos for suficientemente alto (cerca de 25), caso contrário poderá ser, por exemplo, de madeira revestida a plástico. Uma vantagem particular do método dos deslocamentos sucessivos é que as suas operações separadas ocorrem em ciclos regulares, de tal modo que mesmo com uma equipa relativamente inexperiente é possível obter um resultado de alta qualidade e com boas performances. Através de um treino de equipa (geralmente constituída por 15 pessoas) e como resultado do alto grau de mecanização uma alta taxa de progresso pode ser esperada.
No método dos deslocamentos sucessivos o ritmo de trabalho está orientado para a construção de uma unidade por semana.
O comprimento de um incremento depende também das considerações de projecto e custo. Do ponto de vista do projecto é desejável que as juntas de construção se situem nas secções de baixa tensão, isto é, próximo dos pontos de momento nulo. Isto significa contudo, que os diafragmas sobre os pilares sejam instalados mais tarde. Se se pretende evitar que tal ocorra, a subdivisão das unidades deve ser feita de tal modo que cada diafragma esteja localizado na frente do elemento a ser betonado, não esquecendo no entanto, que estas juntas deverão estar localizadas nas Secções transversais menos esforçadas.Para usar o efeito de repetição com a máxima vantagem, um número inteiro de incrementos deve completar um vão, o comprimento de uma unidade é finalmente influenciado também pelo custo, uma vez que os custos totais de cofragem e empurrão devem ser mínimos.
A satisfação de todas estas condições resulta muitas vezes num comprimento de cada unidade igual a meio vão; dependendo do tamanho da secção transversal e do comprimento do vão, pode ser necessário escolher um incremento menor que este (por exemplo 1/3 ou 1/4 do vão).
No caso normal, o comprimento de um incremento vai de 15 a 25 m.
Autor: Francisco José Pires Morgado Bernardo
FONTE:http://www.engenhariacivil.com/processo-construtivo-pontes-deslocamentos-sucessivos
Quando o método dos deslocamentos sucessivos é usado, as vantagens da pré-fabricação e moldagem do botão in-situ são combinadas. A área de fabricação é fixa e muitas vezes coberta de modo a tomá-la independente do tempo, e as distâncias de transporte são muito curtas. Esta concentração de equipamento permite quase as condições existentes em fábrica na fabricação do betão, obtendo-se deste modo um betão de alta qualidade.
A área de fabricação inclui o equipamento de cofragem do tabuleiro, a central de mistura do betão, uma grua montada sobre carris, áreas de armazenamento do aço corrente e de pré-esforço e o equipamento de empurrão. Se os tendões de pré-esforço São realizados in-situ, o espaço para a sua montagem é também necessário. O equipamento de empurrão no encontro e os apoios temporários nos pilares e na área de fabricação, devem ser acessíveis para as operações de empurrão. Para secções transversais da estrutura em caixão, a construção é levada a cabo em duas fases: na parte de trás da área de fabricação a laje inferior é betonada, enquanto as almas e a laje do tabuleiro são betonadas na parte da frente. Consequentemente existem duas unidades de cofragem. A cofragem de trás, onde a precisão é de especial importância de tal modo que a superfície de deslizamento deve estar limpa e a direcção de lançamento cuidadosamente mantida, consiste na parte inferior da cofragem e em formas laterais cada uma com cerca de 0.5 m de altura. Deve ser possível baixar essas formas, de modo a eliminar atrito adicional durante a fase de empurrão. A laje inferior em cada caso é betonada no ciclo precedente, de tal modo que na segunda fase pode suportar a cofragem interior e parte do peso do betão da laje do tabuleiro. A cofragem interior é desmontável e móvel, podendo ser reinstalada com um mínimo de custos após cada ciclo. As duas formas exteriores da parte da frente, estão fixas e podem ser baixadas hidraulicamente.
Quando o método dos deslocamentos sucessivos é usado, as vantagens da pré-fabricação e moldagem do botão in-situ são combinadas. A área de fabricação é fixa e muitas vezes coberta de modo a tomá-la independente do tempo, e as distâncias de transporte são muito curtas. Esta concentração de equipamento permite quase as condições existentes em fábrica na fabricação do betão, obtendo-se deste modo um betão de alta qualidade. A área de fabricação inclui o equipamento de cofragem do tabuleiro, a central de mistura do betão, uma grua montada sobre carris, áreas de armazenamento do aço corrente e de pré-esforço e o equipamento de empurrão. Se os tendões de pré-esforço São realizados in-situ, o espaço para a sua montagem é também necessário. O equipamento de empurrão no encontro e os apoios temporários nos pilares e na área de fabricação, devem ser acessíveis para as operações de empurrão. Para secções transversais da estrutura em caixão, a construção é levada a cabo em duas fases: na parte de trás da área de fabricação a laje inferior é betonada, enquanto as almas e a laje do tabuleiro são betonadas na parte da frente. Consequentemente existem duas unidades de cofragem. A cofragem de trás, onde a precisão é de especial importância de tal modo que a superfície de deslizamento deve estar limpa e a direcção de lançamento cuidadosamente mantida, consiste na parte inferior da cofragem e em formas laterais cada uma com cerca de 0.5 m de altura. Deve ser possível baixar essas formas, de modo a eliminar atrito adicional durante a fase de empurrão. A laje inferior em cada caso é betonada no ciclo precedente, de tal modo que na segunda fase pode suportar a cofragem interior e parte do peso do betão da laje do tabuleiro. A cofragem interior é desmontável e móvel, podendo ser reinstalada com um mínimo de custos após cada ciclo. As duas formas exteriores da parte da frente, estão fixas e podem ser baixadas hidraulicamente.
A construção da super-estrutura usando uma secção em duplo T, necessita naturalmente de uma única cofragem, na qual ambas as cofragens interna e externa estão em posição fixa e podem ser rebaixadas hidraulicamente para fora e para dentro respectivamente. Toda a cofragem é de aço se o número de ciclos for suficientemente alto (cerca de 25), caso contrário poderá ser, por exemplo, de madeira revestida a plástico. Uma vantagem particular do método dos deslocamentos sucessivos é que as suas operações separadas ocorrem em ciclos regulares, de tal modo que mesmo com uma equipa relativamente inexperiente é possível obter um resultado de alta qualidade e com boas performances. Através de um treino de equipa (geralmente constituída por 15 pessoas) e como resultado do alto grau de mecanização uma alta taxa de progresso pode ser esperada.
No método dos deslocamentos sucessivos o ritmo de trabalho está orientado para a construção de uma unidade por semana.
O comprimento de um incremento depende também das considerações de projecto e custo. Do ponto de vista do projecto é desejável que as juntas de construção se situem nas secções de baixa tensão, isto é, próximo dos pontos de momento nulo. Isto significa contudo, que os diafragmas sobre os pilares sejam instalados mais tarde. Se se pretende evitar que tal ocorra, a subdivisão das unidades deve ser feita de tal modo que cada diafragma esteja localizado na frente do elemento a ser betonado, não esquecendo no entanto, que estas juntas deverão estar localizadas nas Secções transversais menos esforçadas.Para usar o efeito de repetição com a máxima vantagem, um número inteiro de incrementos deve completar um vão, o comprimento de uma unidade é finalmente influenciado também pelo custo, uma vez que os custos totais de cofragem e empurrão devem ser mínimos.
A satisfação de todas estas condições resulta muitas vezes num comprimento de cada unidade igual a meio vão; dependendo do tamanho da secção transversal e do comprimento do vão, pode ser necessário escolher um incremento menor que este (por exemplo 1/3 ou 1/4 do vão).
No caso normal, o comprimento de um incremento vai de 15 a 25 m.
Autor: Francisco José Pires Morgado Bernardo
FONTE:http://www.engenhariacivil.com/processo-construtivo-pontes-deslocamentos-sucessivos
Encurvadura da Estrutura de um Edifício
A verificação da segurança das estruturas em relação ao estado limite último de encurvadura, deve ser efectuado tendo em consideração as não linearidades físicas e geométricas do comportamento da estrutura, sendo no entanto possível adoptar critérios simplificados no caso de estruturas de edifícios correntes.
O objectivo da análise da estrutura de um edifício, é o de lhe assegurar funcionalidade sob condições normais e segurança em relação à ruína sob condições extremas. Neste propósito, o estudo da estrutura pode ser feito através da determinação dos esforços resultantes das acções actuantes, num sistema indeformado, correspondendo esta análise ao que se designa por teoria de 1ª ordem. Na tendência actual, do emprego de betão e aços de alta resistência e ainda de uma maior efectiva utilização destes materiais, é possível estabelecer concepções estruturais de betão armado mais esbeltas, para as quais, pequenos incrementos de carga, podem induzir grandes incrementos de deformação. Assim, nestas estruturas é necessário efectuar o cálculo dos esforços, tendo em consideração os efeitos da própria deformação da estrutura, isto é, estabelecer uma análise através da teoria de 2ª ordem.
Nas estruturas de betão armado, os métodos clássicos de análise de estabilidade, estabelecidos pela teoria de 2ª ordem para materiais com comportamento elástico perfeito, obedecendo assim à lei de Hooke, não podem ser utilizados, sem que lhes sejam feitas importantes modificações. Devem nestas estruturas, ser considerados os efeitos relativos ao comportamento real dos materiais constituintes do betão armado, sendo então necessário estabelecer um modelo que traduza:
A não linearidade geométrica efeitos de 2ª ordem;
A não linearidade material, devendo-se de uma forma geral considerar os efeitos da fluência do betão, fendilhação, retracção e deformações plásticas.
A análise de 2ª ordem em regime elástico perfeito, através da inclusão da matriz geométrica global do sistema, permite obter a configuração de equilíbrio por um processo iterativo. Esta análise é integrada no carregamento progressivo da estrutura, efectuando-se a redefinição das características de rigidez dos elementos para cada situação de carga e com estas, repetida a análise elástica de 2ª ordem. Estes modelos revelam no entanto custos elevados em aplicações práticas de projecto, devido ao grande número de variáveis que envolvem e ao elevado volume de operações que efectuam, tornando-se assim conveniente utilizar métodos aproximados que permitam efectuar a análise da instabilidade em estruturas de edifícios correntes.
Nas estruturas de edifícios correntes o problema pode ser reduzido à verificação da segurança em relação à encurvadura dos pilares analisados isoladamente, desde que não seja previsível a instabilidade de conjunto. Nesta análise, é fundamental a classificação da estrutura quanto ao grau de mobilidade dos nós, porquanto neste processo simplificado, os efeitos de 2ª ordem são quantificados em função do comprimento efectivo de encurvadura de cada pilar, sendo este definido pela distância entre pontos de inflexão da deformada da estrutura na situação de instabilidade. A configuração desta deformada depende naturalmente do grau de mobilidade dos nós da estrutura.
A partir da classificação das estruturas quanto à mobilidade dos seus nós, é possível adoptar critérios simplificados para a determinação do comprimento efectivo de encurvadura dos pilares nas situações correntes. Estes critérios, estabelecidos a partir de uma configuração típica da deformada na situação de instabilidade, permitem efectuar a verificação da segurança em relação à encurvadura, pela análise isolada dos pilares da estrutura.
A classificação de uma estrutura quanto ao seu grau de mobilidade, estruturas de nós fixos ou estruturas de nós móveis, é fundamental na análise de encurvadura de um edifício. Esta classificação, permitindo tipificar a configuração da deformada da estrutura na situação de instabilidade, possibilita a adopção de critérios simplificados na quantificação dos efeitos de 2ª ordem. De facto, diversa regulamentação europeia estabelece estes critérios distintamente para estruturas de nós fixos e estruturas de nós móveis.
Autor: Nelson Saraiva Vila Pouca
Excerto Adaptado
Imagens: World Housing, Dallas State University.
FONTE: http://www.engenhariacivil.com/encurvadura-estrutura-edificio
O objectivo da análise da estrutura de um edifício, é o de lhe assegurar funcionalidade sob condições normais e segurança em relação à ruína sob condições extremas. Neste propósito, o estudo da estrutura pode ser feito através da determinação dos esforços resultantes das acções actuantes, num sistema indeformado, correspondendo esta análise ao que se designa por teoria de 1ª ordem. Na tendência actual, do emprego de betão e aços de alta resistência e ainda de uma maior efectiva utilização destes materiais, é possível estabelecer concepções estruturais de betão armado mais esbeltas, para as quais, pequenos incrementos de carga, podem induzir grandes incrementos de deformação. Assim, nestas estruturas é necessário efectuar o cálculo dos esforços, tendo em consideração os efeitos da própria deformação da estrutura, isto é, estabelecer uma análise através da teoria de 2ª ordem.
Nas estruturas de betão armado, os métodos clássicos de análise de estabilidade, estabelecidos pela teoria de 2ª ordem para materiais com comportamento elástico perfeito, obedecendo assim à lei de Hooke, não podem ser utilizados, sem que lhes sejam feitas importantes modificações. Devem nestas estruturas, ser considerados os efeitos relativos ao comportamento real dos materiais constituintes do betão armado, sendo então necessário estabelecer um modelo que traduza:
A não linearidade geométrica efeitos de 2ª ordem;
A não linearidade material, devendo-se de uma forma geral considerar os efeitos da fluência do betão, fendilhação, retracção e deformações plásticas.
A análise de 2ª ordem em regime elástico perfeito, através da inclusão da matriz geométrica global do sistema, permite obter a configuração de equilíbrio por um processo iterativo. Esta análise é integrada no carregamento progressivo da estrutura, efectuando-se a redefinição das características de rigidez dos elementos para cada situação de carga e com estas, repetida a análise elástica de 2ª ordem. Estes modelos revelam no entanto custos elevados em aplicações práticas de projecto, devido ao grande número de variáveis que envolvem e ao elevado volume de operações que efectuam, tornando-se assim conveniente utilizar métodos aproximados que permitam efectuar a análise da instabilidade em estruturas de edifícios correntes.
Nas estruturas de edifícios correntes o problema pode ser reduzido à verificação da segurança em relação à encurvadura dos pilares analisados isoladamente, desde que não seja previsível a instabilidade de conjunto. Nesta análise, é fundamental a classificação da estrutura quanto ao grau de mobilidade dos nós, porquanto neste processo simplificado, os efeitos de 2ª ordem são quantificados em função do comprimento efectivo de encurvadura de cada pilar, sendo este definido pela distância entre pontos de inflexão da deformada da estrutura na situação de instabilidade. A configuração desta deformada depende naturalmente do grau de mobilidade dos nós da estrutura.
A partir da classificação das estruturas quanto à mobilidade dos seus nós, é possível adoptar critérios simplificados para a determinação do comprimento efectivo de encurvadura dos pilares nas situações correntes. Estes critérios, estabelecidos a partir de uma configuração típica da deformada na situação de instabilidade, permitem efectuar a verificação da segurança em relação à encurvadura, pela análise isolada dos pilares da estrutura.
A classificação de uma estrutura quanto ao seu grau de mobilidade, estruturas de nós fixos ou estruturas de nós móveis, é fundamental na análise de encurvadura de um edifício. Esta classificação, permitindo tipificar a configuração da deformada da estrutura na situação de instabilidade, possibilita a adopção de critérios simplificados na quantificação dos efeitos de 2ª ordem. De facto, diversa regulamentação europeia estabelece estes critérios distintamente para estruturas de nós fixos e estruturas de nós móveis.
Autor: Nelson Saraiva Vila Pouca
Excerto Adaptado
Imagens: World Housing, Dallas State University.
FONTE: http://www.engenhariacivil.com/encurvadura-estrutura-edificio
Análise Sísmica de Estruturas em Engenharia Civil
A acção dos sismos pelas terríveis consequências que podem infligir, tanto em termos humanos como materiais, em áreas densamente povoadas, continuam a ser, de longe, as solicitações dinâmicas com maior relevo na análise estrutural. Um dos aspectos mais importantes e que permite de algum modo distinguir estas acções das restantes, assenta no facto de serem de muito difícil, senão impossível, previsão. O seu efeito devastador pode, no entanto, ser atenuado através de uma análise cuidada do comportamento das estruturas quer in situ, depois de terem sido submetidas a uma acção sísmica real, permitindo, por exemplo, a detecção de falhas nos processos construtivos, quer por modelação numérica. Neste caso, procura-se simular o mesmo acontecimento aplicando ao modelo um movimento tão próximo da realidade quanto possível.
Hoje em dia os meios informáticos que se encontram à disposição de investigadores e projectistas são cada vez mais sofisticados, permitindo que modelos cada vez mais eficientes intervenham na análise deste tipo de problemas. Os elementos finitos ao permitir simular, com rigor, uma grande variedade de fenómenos físicos e leis de comportamento nas mais diversas áreas da engenharia, são neste campo uma das ferramentas mais poderosas e versáteis aplicadas à modelação numérica de sistemas estruturais.
Neste contexto a acção dos sismos assume um papel primordial na análise do comportamento dinâmico das estruturas, revelando uma importância acrescida, em particular, quando estas estruturas apresentem grandes dimensões no espaço ou se encontrem em contacto com domínios fluidos. Por outro lado, e dado que estas acções se propagam através do maciço de fundação divergindo para todos os meios que directa ou indirectamente com ele contactam, na simulação numérica do sistema estrutural deve dedicar-se especial atenção a este factor, permitindo-se que os diversos meios intervenientes possam interactuar entre si de acordo com a realidade.
No entanto, existem meios que não podem ser integralmente representados por estes modelos, meios que apresentam uma geometria tal que uma ou várias das suas dimensões assumem valores desproporcionadamente grandes em relação às restantes, como é o caso das fundações e das albufeiras das barragens, havendo necessidade de restringir o seu volume de influência a limites considerados razoáveis através da imposição de fronteiras fictícias. Ao funcionarem como elementos puramente reflectores estas barreiras impedem a normal propagação das acções perturbando o comportamento dos modelos estruturais que se encontram nestas condições. Este assunto foi abordado por diversos investigadores nesta área donde resultaram algoritmos que permitem a simulação, na grande maioria dos casos aproximada, de situações deste tipo, nomeadamente através da implementação de amortecedores de características especiais sobre o contorno externo fictício do sistema.
Escolhido o modelo que melhor se ajusta a cada situação, o passo seguinte consiste na definição do movimento actuante correspondente ao sismo que se entenda melhor adaptar à zona e ao terreno onde a estrutura se encontra fundada. Esta acção, por natureza aleatória, está sujeita a um tratamento estatístico onde intervêm factores como a história sísmica da região, através, por exemplo, da probabilidade de ocorrência de um sismo com determinada magnitude e distância focal, e as características geológicas do terreno de fundação.
O resultado deste tratamento permite definir, por intermédio das curvas de densidade espectral de potência, as características daquele que em termos regulamentares se designa por sismo de cálculo, ou seja, o mais devastador para um determinado período de retorno. Na práticas e quando se trabalha com algoritmos de integração da equação geral do movimento, não são os valores associados às curvas de densidade que interessa considerar mas sim os diagramas de variação da aceleração no tempo que é possível construir com base nesses valores. No entanto, em muitos casos os valores que são adoptados correspondem não ao resultado deste tratamento estatístico mas a registos sísmicos observados in situ.
Definido o movimento sísmico, a sua implementação no modelo estrutural deve ser tal que intervenha nos pontos para os quais estes valores foram gerados ou registados, na grande maioria dos casos pontos sobre a crosta terrestre, de modo a que haja o máximo rigor na simulação da situação real. A abordagem que é habitual adoptar e que consiste na aplicação do movimento na base do maciço de fundação, só é válida no caso dele se identificar com valores registados em profundidade, dado que só assim os resultados que daí advém são dignos de confiança. No entanto, existem algoritmos que permitem considerar, com toda a generalidade e rigor teórico, a intervenção do movimento observado à superfície do solo a vibrar sem a estrutura, permitindo, inclusivamente, a consideração do factor variabilidade espacial da acção no comportamento das estruturas.
Todos os factores que se procurou evidenciar nesta apresentação sumária devem ser tidos em consideração em qualquer estudo dinâmico que se pretenda realizar, devendo caso a caso ponderar-se sobre a sua importância relativa.
As estruturas de um modo geral não se encontram isoladas no espaço mas ligadas a outros meios exteriores que as envolvem e que com elas interactuam. Em muitas situações em que se pretende estudar o seu comportamento, o efeito desta interacção revela-se extremamente importante, devendo procurar-se que o modelo estrutural adoptado inclua na sua formulação, para além do elemento a analisar, todo o meio envolvente, nomeadamente o solo de fundação que lhe serve de apoio e a possível presença de meios fluidos na sua vizinhança.
Estes meios exteriores podem ser representados simplificadamente por molas, amortecedores ou massas adicionais criteriosamente dispostas ao longo da estrutura, ou ainda através de métodos mais elaborados de modelação discreta como é, por exemplo, o caso dos elementos finitos. Esta segunda via tem entre outras vantagens a de permitir simular com rigor uma maior variedade de situações.
Apesar disso, existem meios que, dadas as particularidades da sua geometria, apresentam uma ou várias dimensões desproporcionadamente grandes em relação às restantes ou em relação à estrutura com a qual contactam, como é o caso dos maciços de fundação e das albufeiras das barragens, havendo necessidade de limitar O volume de influência do modelo a valores razoáveis através da imposição de fronteiras artificiais.
Estas limitações, embora não sejam particularmente importantes na análise do comportamento estático das estruturas, quando se consideram acções dinâmicas são necessárias algumas precauções. As estruturas ao vibrar transmitem a todos os meios que se encontrem na sua vizinhança energia sob a forma de ondas de tensão que, teoricamente e uma vez que apenas se consideram meios isotrópicos, se deveria propagar indefinidamente na mesma direcção e sentido. No entanto, a consideração das fronteiras convencionais no modelo, impede o escoamento das ondas para fora destes limites permitindo, ao funcionarem como elementos puramente reflectores, que, contrariamente ao pretendido, a energia retorne à estrutura influenciando o seu comportamento.
Este problema pode ser evitado se se considerar um volume para o meio envolvente suficientemente extenso de modo a que o próprio amortecimento do material seja capaz, por si só, de absorver as tensões impedindo que a sua acção se faça sentir novamente sobre a estrutura. Na maior parte dos casos esta não é, porém, a via mais eficiente, já que o problema pode assumir proporções impraticáveis ou envolver um esforço computacional exagerado. Este assunto tem merecido a atenção de muitos investigadores dedicados à dinâmica das estruturas e que têm procurado ultrapassar esta dificuldade simulando condições de fronteira especiais.
Para certos casos, existem algoritmos que possibilitam a obtenção da solução exacta, ou seja, que permitem simular o comportamento dinâmico do meio suposto infinito, ou de grandes dimensões, modelando apenas parte desse meio. No entanto, dadas as particularidades da sua formulação, estas fronteiras, designadas por consistentes, só podem ser implementadas em problemas pouco complexos e cuja análise se efectue no domínio da frequência.
Embora as acções dinâmicas que actuam nos sistemas estruturais resultem de mecanismos extremamente diversificados, tais como o vento, o ruído das máquinas, o movimento das pessoas, quando se trabalha no domínio da engenharia estrutural os sismos continuam a ser, de longe, a solicitação dinâmica mais importante pelas consequências catastróficas que podem infligir, sobretudo em áreas densamente povoadas.
Apesar dos mecanismos que estão na origem destas acções não serem completamente conhecidos sabe-se, no entanto, que estão directamente relacionados com o movimento das placas tectónicas sobre a crosta terrestre. Os maciços rochosos e os solos por influência, funcionam deste modo como o meio natural de transmissão destas acções aos restantes elementos que com eles contactam.
Assim, ao pretender analisar-se o comportamento de estruturas solicitadas por acções deste tipo, é importante que o modelo adoptado permita que os diversos meios intervenientes possam interactuar, tal como acontece em situações reais, devendo procurar simular-se com a maior exactidão possível não só a estrutura a analisar mas todo o meio que a rodeia e, acima de tudo, o modo como estes elementos se relacionam entre si. Para além deste aspecto, deve ainda considerar-se com bastante cuidado o modo como a acção deve ser introduzida no modelo global.
Ao solicitar um dado conjunto estrutural, seja por exemplo uma barragem fundada num maciço rochoso, por uma acção sísmica, coloca-se a questão importante de saber onde é que deve intervir, se na fronteira do maciço rochoso, se em todos os pontos do sistema ou apenas em alguns e, neste caso, em quais. Antes ainda de se responder a estas perguntas, lembra-se que estas acções, ao propagarem-se através do solo, transmitem-se à estrutura através dos pontos da superfície que lhes são comuns, neste caso a superfície de contacto entre a barragem e o maciço rochoso de fundação.
FONTE: http://www.engenhariacivil.com/analise-sismica-estruturas-engenharia-civil
Hoje em dia os meios informáticos que se encontram à disposição de investigadores e projectistas são cada vez mais sofisticados, permitindo que modelos cada vez mais eficientes intervenham na análise deste tipo de problemas. Os elementos finitos ao permitir simular, com rigor, uma grande variedade de fenómenos físicos e leis de comportamento nas mais diversas áreas da engenharia, são neste campo uma das ferramentas mais poderosas e versáteis aplicadas à modelação numérica de sistemas estruturais.
Neste contexto a acção dos sismos assume um papel primordial na análise do comportamento dinâmico das estruturas, revelando uma importância acrescida, em particular, quando estas estruturas apresentem grandes dimensões no espaço ou se encontrem em contacto com domínios fluidos. Por outro lado, e dado que estas acções se propagam através do maciço de fundação divergindo para todos os meios que directa ou indirectamente com ele contactam, na simulação numérica do sistema estrutural deve dedicar-se especial atenção a este factor, permitindo-se que os diversos meios intervenientes possam interactuar entre si de acordo com a realidade.
No entanto, existem meios que não podem ser integralmente representados por estes modelos, meios que apresentam uma geometria tal que uma ou várias das suas dimensões assumem valores desproporcionadamente grandes em relação às restantes, como é o caso das fundações e das albufeiras das barragens, havendo necessidade de restringir o seu volume de influência a limites considerados razoáveis através da imposição de fronteiras fictícias. Ao funcionarem como elementos puramente reflectores estas barreiras impedem a normal propagação das acções perturbando o comportamento dos modelos estruturais que se encontram nestas condições. Este assunto foi abordado por diversos investigadores nesta área donde resultaram algoritmos que permitem a simulação, na grande maioria dos casos aproximada, de situações deste tipo, nomeadamente através da implementação de amortecedores de características especiais sobre o contorno externo fictício do sistema.
Escolhido o modelo que melhor se ajusta a cada situação, o passo seguinte consiste na definição do movimento actuante correspondente ao sismo que se entenda melhor adaptar à zona e ao terreno onde a estrutura se encontra fundada. Esta acção, por natureza aleatória, está sujeita a um tratamento estatístico onde intervêm factores como a história sísmica da região, através, por exemplo, da probabilidade de ocorrência de um sismo com determinada magnitude e distância focal, e as características geológicas do terreno de fundação.
O resultado deste tratamento permite definir, por intermédio das curvas de densidade espectral de potência, as características daquele que em termos regulamentares se designa por sismo de cálculo, ou seja, o mais devastador para um determinado período de retorno. Na práticas e quando se trabalha com algoritmos de integração da equação geral do movimento, não são os valores associados às curvas de densidade que interessa considerar mas sim os diagramas de variação da aceleração no tempo que é possível construir com base nesses valores. No entanto, em muitos casos os valores que são adoptados correspondem não ao resultado deste tratamento estatístico mas a registos sísmicos observados in situ.
Definido o movimento sísmico, a sua implementação no modelo estrutural deve ser tal que intervenha nos pontos para os quais estes valores foram gerados ou registados, na grande maioria dos casos pontos sobre a crosta terrestre, de modo a que haja o máximo rigor na simulação da situação real. A abordagem que é habitual adoptar e que consiste na aplicação do movimento na base do maciço de fundação, só é válida no caso dele se identificar com valores registados em profundidade, dado que só assim os resultados que daí advém são dignos de confiança. No entanto, existem algoritmos que permitem considerar, com toda a generalidade e rigor teórico, a intervenção do movimento observado à superfície do solo a vibrar sem a estrutura, permitindo, inclusivamente, a consideração do factor variabilidade espacial da acção no comportamento das estruturas.
Todos os factores que se procurou evidenciar nesta apresentação sumária devem ser tidos em consideração em qualquer estudo dinâmico que se pretenda realizar, devendo caso a caso ponderar-se sobre a sua importância relativa.
As estruturas de um modo geral não se encontram isoladas no espaço mas ligadas a outros meios exteriores que as envolvem e que com elas interactuam. Em muitas situações em que se pretende estudar o seu comportamento, o efeito desta interacção revela-se extremamente importante, devendo procurar-se que o modelo estrutural adoptado inclua na sua formulação, para além do elemento a analisar, todo o meio envolvente, nomeadamente o solo de fundação que lhe serve de apoio e a possível presença de meios fluidos na sua vizinhança.
Estes meios exteriores podem ser representados simplificadamente por molas, amortecedores ou massas adicionais criteriosamente dispostas ao longo da estrutura, ou ainda através de métodos mais elaborados de modelação discreta como é, por exemplo, o caso dos elementos finitos. Esta segunda via tem entre outras vantagens a de permitir simular com rigor uma maior variedade de situações.
Apesar disso, existem meios que, dadas as particularidades da sua geometria, apresentam uma ou várias dimensões desproporcionadamente grandes em relação às restantes ou em relação à estrutura com a qual contactam, como é o caso dos maciços de fundação e das albufeiras das barragens, havendo necessidade de limitar O volume de influência do modelo a valores razoáveis através da imposição de fronteiras artificiais.
Estas limitações, embora não sejam particularmente importantes na análise do comportamento estático das estruturas, quando se consideram acções dinâmicas são necessárias algumas precauções. As estruturas ao vibrar transmitem a todos os meios que se encontrem na sua vizinhança energia sob a forma de ondas de tensão que, teoricamente e uma vez que apenas se consideram meios isotrópicos, se deveria propagar indefinidamente na mesma direcção e sentido. No entanto, a consideração das fronteiras convencionais no modelo, impede o escoamento das ondas para fora destes limites permitindo, ao funcionarem como elementos puramente reflectores, que, contrariamente ao pretendido, a energia retorne à estrutura influenciando o seu comportamento.
Este problema pode ser evitado se se considerar um volume para o meio envolvente suficientemente extenso de modo a que o próprio amortecimento do material seja capaz, por si só, de absorver as tensões impedindo que a sua acção se faça sentir novamente sobre a estrutura. Na maior parte dos casos esta não é, porém, a via mais eficiente, já que o problema pode assumir proporções impraticáveis ou envolver um esforço computacional exagerado. Este assunto tem merecido a atenção de muitos investigadores dedicados à dinâmica das estruturas e que têm procurado ultrapassar esta dificuldade simulando condições de fronteira especiais.
Para certos casos, existem algoritmos que possibilitam a obtenção da solução exacta, ou seja, que permitem simular o comportamento dinâmico do meio suposto infinito, ou de grandes dimensões, modelando apenas parte desse meio. No entanto, dadas as particularidades da sua formulação, estas fronteiras, designadas por consistentes, só podem ser implementadas em problemas pouco complexos e cuja análise se efectue no domínio da frequência.
Embora as acções dinâmicas que actuam nos sistemas estruturais resultem de mecanismos extremamente diversificados, tais como o vento, o ruído das máquinas, o movimento das pessoas, quando se trabalha no domínio da engenharia estrutural os sismos continuam a ser, de longe, a solicitação dinâmica mais importante pelas consequências catastróficas que podem infligir, sobretudo em áreas densamente povoadas.
Apesar dos mecanismos que estão na origem destas acções não serem completamente conhecidos sabe-se, no entanto, que estão directamente relacionados com o movimento das placas tectónicas sobre a crosta terrestre. Os maciços rochosos e os solos por influência, funcionam deste modo como o meio natural de transmissão destas acções aos restantes elementos que com eles contactam.
Assim, ao pretender analisar-se o comportamento de estruturas solicitadas por acções deste tipo, é importante que o modelo adoptado permita que os diversos meios intervenientes possam interactuar, tal como acontece em situações reais, devendo procurar simular-se com a maior exactidão possível não só a estrutura a analisar mas todo o meio que a rodeia e, acima de tudo, o modo como estes elementos se relacionam entre si. Para além deste aspecto, deve ainda considerar-se com bastante cuidado o modo como a acção deve ser introduzida no modelo global.
Ao solicitar um dado conjunto estrutural, seja por exemplo uma barragem fundada num maciço rochoso, por uma acção sísmica, coloca-se a questão importante de saber onde é que deve intervir, se na fronteira do maciço rochoso, se em todos os pontos do sistema ou apenas em alguns e, neste caso, em quais. Antes ainda de se responder a estas perguntas, lembra-se que estas acções, ao propagarem-se através do solo, transmitem-se à estrutura através dos pontos da superfície que lhes são comuns, neste caso a superfície de contacto entre a barragem e o maciço rochoso de fundação.
FONTE: http://www.engenhariacivil.com/analise-sismica-estruturas-engenharia-civil
terça-feira, 12 de julho de 2011
Vale recebe 1º megacargueiro construído na China
A Vale recebeu seu primeiro megacargueiro construído na China, iniciando uma frota sem precedentes para conectar a maior produtora de minério de ferro do mundo com o maior consumidor da commodity. A chegada do navio de 400 mil t, Vale China, deve exacerbar o problema de excesso de oferta da indústria de frete marítimo e pesar sobre tarifas.
Conheça o cargueiro
Murilo Ferreira viajou durante o fim de semana para a China, pela primeira vez como presidente-executivo da Vale, para participar da cerimônia de lançamento no estaleiro da China Rongsheng Heavy Industries, em Nantong. O Vale China é o segundo navio da classe Valemax, formada pelos maiores cargueiros do mundo, a ser entregue à companhia brasileira até agora neste ano.
A mineradora encomendou pelo menos 19 megacargueiros de minério de ferro e pode fretar até 35 até o final de 2013 em meio às expectativas de que a demanda chinesa pela commodity continuará a crescer. A China Rongsheng tem contrato para construir pelo menos 16 deles, com o restante a ser construído pelo estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering.
A chegada de cada Valemax pressiona o mercado mundial de fretes, que está em queda de mais de 15% desde o início do ano em meio ao excesso de oferta de navios. O primeiro navio da classe, chamado de Vale Brasil, foi concluído pela Daewoo em maio e entregou a primeira carga de minério de ferro para a Itália depois de ser redirecionado na China por motivos comerciais.
A Vale afirmou que espera que o Vale China tenha um porto no país asiático como primeiro destino. Os Valemax podem viajar a pelo menos dois portos na China: Dalian e Dongjiakou, em Qingdao, disseram autoridades chinesas.
FONTE:http//www.terra.com.br
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Engenheiro desenvolve tecnologia alternativa com garrafas PET
Um sistema de lajes nervuradas com garrafas PET foi desenvolvido no Laboratório de Material de Construção dos cursos de Engenharia Civil e Tecnologia da Construção Civil, da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), pelo professor doutor Francisco Carvalho de Arruda Coelho.
O projeto concorreu e ficou em segundo lugar no concurso nacional da Associação Brasileira das Indústrias de PET, na categoria reciclagem. Trata-se de um sistema inédito no mundo. No momento está em fase de execução a primeira experiência, com edificação de uma casa em Sobral.
“De acordo com pesquisas o emprego da garrafa PET como material de enchimento possibilita uma economia superior a 40% sobre o custo de lajes fabricadas com materiais convencionais como blocos cerâmicos”, explica Francisco Carvalho, chamando a atenção, ainda, para o emprego ecologicamente correto deste produto plástico que é jogado principalmente nas ruas.
Ele destaca que no Campus da Cidao, já existem protótipos de lajes nervuradas com garrafas PET. Ele coloca que as lajes nervuradas constituem-se numa evolução natural da laje maciça, o que permite o aumento econômico da espessura total das lajes, criando um padrão rítmico de arranjo, formando um sistema estrutural altamente eficiente, constituído por um conjunto de nervuras dispostas em uma ou duas direções, com espaçamentos regulares entre si. “Propiciam um alívio do peso próprio da estrutura e um aproveitamento mais eficiente do aço e do concreto. A essência da idéia de laje nervurada consiste na utilização de elementos pré-fabricados capazes de suportar o seu peso próprio e as cargas de construção, vencendo vãos delimitados pelas linhas de cimbramento, e no emprego de materiais leves de enchimento no que seria a maior parte da zona tracionada das lajes maciças”.
Francisco Carvalho enfatiza que o processo de fabricação de lajes nervuradas com o emprego de garrafas PET como elemento de enchimento não difere daquele em que se utilizam os materiais convencionais (blocos de cimento, cerâmicos ou Eps). “As vigotas são dispostas e espaçadas conforme projeto estrutural. As garrafas, então, são colocadas entre as nervuras. Segue-se a colocação da malha para controlar a eventual fissuração devido à retração do concreto e, por fim, é feita a concretagem da capa de compressão”. A esta colocação, o professor acrescenta a facilidade de execução, já que a garrafa não sofre nenhum processo de transformação, e a redução do peso total da laje como fatores importantes na hora de avaliar a eficiência deste processo com o objetivo de obter uma solução técnica e economicamente viável.
“As propriedades físicas das garrafas PET, sua capacidade para atender a diversas especificações técnicas, o forte potencial de crescimento da indústria nacional de PET, assim como a necessidade de reciclagem deste material são razões pelas quais deve ser incentivada a sua utilização como elemento componente na fabricação de lajes nervuradas”, concluiu Francisco Carvalho, enfatizando que o Laboratório de Material de Construção da UVA está desenvolvendo atualmente outras linhas de pesquisa, abrangendo a área de reciclagem de resíduos industriais da fábrica Grendene e entulhos de construções incorporando no cimento, com o objetivo de obter economia e melhorar a qualidade das estruturas no que diz respeito à durabilidade e resistência mecânica.
FONTE:Diário do Nordeste - CE
O projeto concorreu e ficou em segundo lugar no concurso nacional da Associação Brasileira das Indústrias de PET, na categoria reciclagem. Trata-se de um sistema inédito no mundo. No momento está em fase de execução a primeira experiência, com edificação de uma casa em Sobral.
“De acordo com pesquisas o emprego da garrafa PET como material de enchimento possibilita uma economia superior a 40% sobre o custo de lajes fabricadas com materiais convencionais como blocos cerâmicos”, explica Francisco Carvalho, chamando a atenção, ainda, para o emprego ecologicamente correto deste produto plástico que é jogado principalmente nas ruas.
Ele destaca que no Campus da Cidao, já existem protótipos de lajes nervuradas com garrafas PET. Ele coloca que as lajes nervuradas constituem-se numa evolução natural da laje maciça, o que permite o aumento econômico da espessura total das lajes, criando um padrão rítmico de arranjo, formando um sistema estrutural altamente eficiente, constituído por um conjunto de nervuras dispostas em uma ou duas direções, com espaçamentos regulares entre si. “Propiciam um alívio do peso próprio da estrutura e um aproveitamento mais eficiente do aço e do concreto. A essência da idéia de laje nervurada consiste na utilização de elementos pré-fabricados capazes de suportar o seu peso próprio e as cargas de construção, vencendo vãos delimitados pelas linhas de cimbramento, e no emprego de materiais leves de enchimento no que seria a maior parte da zona tracionada das lajes maciças”.
Francisco Carvalho enfatiza que o processo de fabricação de lajes nervuradas com o emprego de garrafas PET como elemento de enchimento não difere daquele em que se utilizam os materiais convencionais (blocos de cimento, cerâmicos ou Eps). “As vigotas são dispostas e espaçadas conforme projeto estrutural. As garrafas, então, são colocadas entre as nervuras. Segue-se a colocação da malha para controlar a eventual fissuração devido à retração do concreto e, por fim, é feita a concretagem da capa de compressão”. A esta colocação, o professor acrescenta a facilidade de execução, já que a garrafa não sofre nenhum processo de transformação, e a redução do peso total da laje como fatores importantes na hora de avaliar a eficiência deste processo com o objetivo de obter uma solução técnica e economicamente viável.
“As propriedades físicas das garrafas PET, sua capacidade para atender a diversas especificações técnicas, o forte potencial de crescimento da indústria nacional de PET, assim como a necessidade de reciclagem deste material são razões pelas quais deve ser incentivada a sua utilização como elemento componente na fabricação de lajes nervuradas”, concluiu Francisco Carvalho, enfatizando que o Laboratório de Material de Construção da UVA está desenvolvendo atualmente outras linhas de pesquisa, abrangendo a área de reciclagem de resíduos industriais da fábrica Grendene e entulhos de construções incorporando no cimento, com o objetivo de obter economia e melhorar a qualidade das estruturas no que diz respeito à durabilidade e resistência mecânica.
FONTE:Diário do Nordeste - CE
Aula prática de Topografia no Campus da UDF.
No dia 07 de Maio de 2011, os Alunos do 4º Semestre de Engenharia Civil, fizeram mais uma aula pratica de topografia no Campus Rezende R. de Rezende. Foram feitos cálculo de áreas e uma Poligonal enquadrada. Os equipamentos foram adquiridos no início deste ano pela UDF e serão utilizado nas aulas praticas de topografia.
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